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      <title><![CDATA[Blog - prdenis.webnode.page]]></title>
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      <pubDate>Thu, 08 Dec 2016 10:21:00 +0200</pubDate>
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         <title><![CDATA[MINHA ESTÚPIDA RETÓRICA]]></title>
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         <description><![CDATA[MINHA ESTÚPIDA RETÓRICA.
O problema brasileiro não está no DNA do povo, apesar de reconhecer que somos uma mistura de raças que não deu certo e como todo vira latas ou para quem preferir SRD - Sem raça definida, podemos sim aprender a escolher nossos representantes, valorizar a educação, desenvolver um espírito patriótico, aprender o que é democracia e outras coisas importantes para um povo. O cenário que hoje contemplamos é de um agrupamento de pessoas no espaço geográfico cobiçado pelo mundo,...]]></description>
         <pubDate>Thu, 08 Dec 2016 10:21:00 +0200</pubDate>
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         <content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: rgb(29, 33, 41); font-family: &quot;Helvetica Neue&quot;, Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 14px;">MINHA ESTÚPIDA RETÓRICA.</span><br style="color: rgb(29, 33, 41); font-family: &quot;Helvetica Neue&quot;, Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 14px;">
<span style="color: rgb(29, 33, 41); font-family: &quot;Helvetica Neue&quot;, Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 14px;">O problema brasileiro não está no DNA do povo, apesar de reconhecer que somos uma mistura de raças que não deu certo e como todo vira latas ou para quem preferir SRD - Sem raça definida, podemos sim aprender a escolher nossos representantes, valorizar a educação, desenvolver um espírito patriótico, aprender o que é democracia e outras coisas importantes para um povo. O cenário que hoje contemplamos é de um agrupamento de pessoas no espaço geográfico c</span><span class="text_exposed_show" style="display: inline; font-family: &quot;Helvetica Neue&quot;, Helvetica, Arial, sans-serif; color: rgb(29, 33, 41); font-size: 14px;">obiçado pelo mundo, mas como vira latas que somos, preferimos a rua (os outros países), desvalorizando o nosso, como seria bom se fossemos uma colônia de moradia e não de exploração. Deveríamos aprender um pouco mais sobre patriotismo com os judeus, alemães, chineses. Mas a história ainda está sendo escrita, afinal só apenas 516 anos, ainda não matamos um presidente, não punimos com a verdadeira Lei os corruptos, não definimos o que queremos e nem para onde vamos. Enquanto esperamos, como cães vira latas a ração diária, também estamos aguardando que um juiz Sérgio Moro resolva o nosso problema de fome, fome de justiça, fome de paz, fome de ordem e progresso.<br>
<a class="_58cn" data-ft="{&quot;tn&quot;:&quot;*N&quot;,&quot;type&quot;:104}" href="https://www.facebook.com/hashtag/desabafei?source=feed_text&amp;story_id=10210382062160682" style="color: rgb(54, 88, 153); cursor: pointer; text-decoration: none; font-family: inherit;"><span class="_5afx" style="direction: ltr; unicode-bidi: isolate; font-family: inherit;"><span aria-label="hashtag" class="_58cl _5afz" style="unicode-bidi: isolate; color: rgb(66, 103, 178); font-family: inherit;">#</span><span class="_58cm" style="font-family: inherit;">desabafei</span></span></a></span></p>
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         <title><![CDATA[OS PERÍODOS DA FILOSOFIA GREGA.]]></title>
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         <description><![CDATA[OS PERÍODOS DA FILOSOFIA GREGA
A Filosofia terá, no correr dos séculos, um conjunto de preocupações, indagações e interesses que lhe vieram de seu nascimento na Grécia.
Assim, antes de vermos que campos são esses, examinemos brevemente os conteúdos que a Filosofia possuía na Grécia. Para isso, devemos, primeiro, conhecer os períodos principais da Filosofia grega, pois tais períodos definiram os campos da investigação filosófica na Antigüidade.
A história da Grécia costuma ser dividida pelos...]]></description>
         <pubDate>Thu, 02 Jun 2016 11:48:00 +0200</pubDate>
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         <content:encoded><![CDATA[<p align="center"><strong><u>OS PERÍODOS DA FILOSOFIA GREGA</u></strong></p>
<p>A Filosofia terá, no correr dos séculos, um conjunto de preocupações, indagações e interesses que lhe vieram de seu nascimento na Grécia.</p>
<p>Assim, antes de vermos que campos são esses, examinemos brevemente os conteúdos que a Filosofia possuía na Grécia. Para isso, devemos, primeiro, conhecer os períodos principais da Filosofia grega, pois tais períodos definiram os campos da investigação filosófica na Antigüidade.</p>
<p>A história da Grécia costuma ser dividida pelos historiadores em quatro grandes fases ou épocas:</p>
<p><strong>1.</strong> a da Grécia homérica, correspondente aos 400 anos narrados pelo poeta Homero, em seus dois grandes poemas, <em>Ilíada</em> e <em>Odisséia</em>;</p>
<p><strong>2.</strong> a da Grécia arcaica ou dos sete sábios, do século VII ao século V antes de Cristo, quando os gregos criam cidades como Atenas, Esparta, Tebas, Megara, Samos, etc., e predomina a economia urbana, baseada no artesanato e no comércio;</p>
<p><strong>3.</strong> a da Grécia clássica, nos séculos V e IV antes de Cristo, quando a democracia se desenvolve, a vida intelectual e artística entra no apogeu e Atenas domina a Grécia com seu império comercial e militar;</p>
<p><strong>4.</strong> e, finalmente, a época helenística, a partir do final do século IV antes de Cristo, quando a Grécia passa para o poderio do império de Alexandre da Macedônia, e, depois, para as mãos do Império Romano, terminando a história de sua existência independente.</p>
<p>Os períodos da Filosofia não correspondem exatamente a essas épocas, já que ela não existe na Grécia homérica e só aparece nos meados da Grécia arcaica. Entretanto, o apogeu da Filosofia acontece durante o apogeu da cultura e da sociedade gregas; portanto, durante a Grécia clássica.</p>
<p>Os quatro grandes períodos da Filosofia grega, nos quais seu conteúdo muda e se enriquece, são:</p>
<p><strong>1.</strong> Período <u>pré-socrático</u> ou <u>cosmológico</u>, do final do século VII ao final do século V a.C., quando a Filosofia se ocupa fundamentalmente com a origem do mundo e as causas das transformações na Natureza.</p>
<p><strong>2.</strong> Período <u>socrático</u> ou <u>antropológico</u>, do final do século V e todo o século IV a.C., quando a Filosofia investiga as questões humanas, isto é, a ética, a política e as técnicas (em grego, <em>ântropos</em> quer dizer homem; por isso o período recebeu o nome de antropológico).</p>
<p><strong>3.</strong> Período <u>sistemático</u>, do final do século IV ao final do século III a.C., quando a Filosofia busca reunir e sistematizar tudo quanto foi pensado sobre a cosmologia e a antropologia, interessando-se sobretudo em mostrar que tudo pode ser objeto do conhecimento filosófico, desde que as leis do pensamento e de suas demonstrações estejam firmemente estabelecidas para oferecer os critérios da verdade e da ciência.</p>
<p><strong>4.</strong> Período <u>helenístico</u> ou <u>greco-romano</u>, do final do século III a.C. até o século VI depois de Cristo. Nesse longo período, que já alcança Roma e o pensamento dos primeiros Padres da Igreja, a Filosofia se ocupa sobretudo com as questões da ética, do conhecimento humano e das relações entre o homem e a Natureza e de ambos com Deus.</p>
<p>Filosofia Grega</p>
<p>Pode-se perceber que os dois primeiros períodos da Filosofia grega têm como referência o filósofo Sócrates de Atenas, donde a divisão em Filosofia pré-socrática e socrática.</p>
<p>Período pré-socrático ou cosmológico</p>
<p>Os principais filósofos pré-socráticos foram:</p>
<p>● filósofos da Escola Jônica: Tales de Mileto, Anaxímenes de Mileto, Anaximandro de Mileto e Heráclito de Éfeso;</p>
<p>● filósofos da Escola Itálica: Pitágoras de Samos, Filolau de Crotona e Árquitas de Tarento;</p>
<p>● filósofos da Escola Eleata: Parmênides de Eléia e Zenão de Eléia;</p>
<p>● filósofos da Escola da Pluralidade: Empédocles de Agrigento, Anaxágoras de Clazômena, Leucipo de Abdera e Demócrito de Abdera.</p>
<p>As principais características da cosmologia são:</p>
<p>● É uma explicação racional e sistemática sobre a origem, ordem e transformação da Natureza, da qual os seres humanos fazem parte, de modo que, ao explicar a Natureza, a Filosofia também explica a origem e as mudanças dos seres humanos.</p>
<p>● Afirma que não existe criação do mundo, isto é, nega que o mundo tenha surgido do nada (como é o caso, por exemplo, na religião judaico-cristã, na qual Deus cria o mundo do nada). Por isso diz: “Nada vem do nada e nada volta ao nada”. Isto significa: a) que o mundo, ou a Natureza, é eterno; b) que no mundo, ou na Natureza, tudo se transforma em outra coisa sem jamais desaparecer, embora a forma particular que uma coisa possua desapareça com ela, mas não sua matéria.</p>
<p>● O fundo eterno, perene, imortal, de onde tudo nasce e para onde tudo volta é <strong>invisível</strong> para os olhos do corpo e visível somente para o olho do espírito, isto é, para o pensamento.</p>
<p>● O fundo eterno, perene, imortal e imperecível de onde tudo brota e para onde tudo retorna é o elemento primordial da Natureza e chama-se <em>physis</em> (em grego, <em>physis</em> vem de um verbo que significa fazer surgir, fazer brotar, fazer nascer, produzir). A <em>physis</em> é a Natureza eterna e em perene transformação.</p>
<p>● Afirma que, embora a <em>physis</em> (o elemento primordial eterno) seja imperecível, ela dá origem a todos os seres infinitamente variados e diferentes do mundo, seres que, ao contrário do princípio gerador, são perecíveis ou mortais.</p>
<p>● Afirma que todos os seres, além de serem gerados e de serem mortais, são seres em contínua transformação, mudando de qualidade (por exemplo, o branco amarelece, acinzenta, enegrece; o negro acinzenta, embranquece; o novo envelhece; o quente esfria; o frio esquenta; o seco fica úmido; o úmido seca; o dia se torna noite; a noite se torna dia; a primavera cede lugar ao verão, que cede lugar ao outono, que cede lugar ao inverno; o saudável adoece; o doente se cura; a criança cresce; a árvore vem da semente e produz sementes, etc.) e mudando de quantidade (o pequeno cresce e fica grande; o grande diminui e fica pequeno; o longe fica perto se eu for até ele, ou se as coisas distantes chegarem até mim, um rio aumenta de volume na cheia e diminui na seca, etc.). Portanto o mundo está em mudança contínua, sem por isso perder sua forma, sua ordem e sua estabilidade.</p>
<p>A mudança - nascer, morrer, mudar de qualidade ou de quantidade - chama-se <strong>movimento</strong> e o mundo está em movimento permanente.</p>
<p>O movimento do mundo chama-se <strong>devir</strong> e o devir segue leis rigorosas que o pensamento conhece. Essas leis são as que mostram que toda mudança é passagem de um estado ao seu contrário: dia-noite, claro-escuro, quente-frio, seco-úmido, novo-velho, pequeno-grande, bom-mau, cheio-vazio, um-muitos, etc., e também no sentido inverso, noite-dia, escuro-claro, frio-quente, muitos-um, etc. O <strong>devir</strong> é, portanto, a passagem contínua de uma coisa ao seu estado contrário e essa passagem não é caótica, mas obedece a leis determinadas pela <em>physis</em> ou pelo princípio fundamental do mundo.</p>
<p>Os diferentes filósofos escolheram diferentes <em>physis</em>, isto é, cada filósofo encontrou motivos e razões para dizer qual era o princípio eterno e imutável que está na origem da Natureza e de suas transformações. Assim, Tales dizia que o princípio era a água ou o úmido; Anaximandro considerava que era o ilimitado sem qualidades definidas; Anaxímenes, que era o ar ou o frio; Heráclito afirmou que era o fogo; Leucipo e Demócrito disseram que eram os átomos. E assim por diante.</p>
<p>Período socrático ou antropológico</p>
<p>Com o desenvolvimento das cidades, do comércio, do artesanato e das artes militares, Atenas tornou-se o centro da vida social, política e cultural da Grécia, vivendo seu período de esplendor, conhecido como o Século de Péricles.</p>
<p>É a época de maior florescimento da democracia. A democracia grega possuía, entre outras, duas características de grande importância para o futuro da Filosofia.</p>
<p>Em primeiro lugar, a democracia afirmava a igualdade de todos os homens adultos perante as leis e o direito de todos de participar diretamente do governo da cidade, da <em>polis</em>.</p>
<p>Em segundo lugar, e como conseqüência, a democracia, sendo direta e não por eleição de representantes, garantia a todos a participação no governo, e os que dele participavam tinham o direito de exprimir, discutir e defender em público suas opiniões sobre as decisões que a cidade deveria tomar. Surgia, assim, a figura política do <strong>cidadão</strong>. (Nota: Devemos observar que estavam excluídos da cidadania o que os gregos chamavam de dependentes: mulheres, escravos, crianças e velhos. Também estavam excluídos os estrangeiros.)</p>
<p>Ora, para conseguir que a sua opinião fosse aceita nas assembléias, o cidadão precisava saber falar e ser capaz de persuadir. Com isso, uma mudança profunda vai ocorrer na educação grega.</p>
<p>Quando não havia democracia, mas dominavam as famílias aristocráticas, senhoras das terras, o poder lhes pertencia. Essas famílias, valendo-se dos dois grandes poetas gregos, Homero e Hesíodo, criaram um padrão de educação, próprio dos aristocratas. Esse padrão afirmava que o homem ideal ou perfeito era o guerreiro belo e bom. Belo: seu corpo era formado pela ginástica, pela dança e pelos jogos de guerra, imitando os heróis da guerra de Tróia (Aquiles, Heitor, Ájax, Ulisses). Bom: seu espírito era formado escutando Homero e Hesíodo, aprendendo as virtudes admiradas pelos deuses e praticadas pelos heróis, a principal delas sendo a coragem diante da morte, na guerra. A virtude era a <em>Arete</em> (excelência e superioridade), própria dos melhores, os <em>aristoi</em>.</p>
<p>Quando, porém, a democracia se instala e o poder vai sendo retirado dos aristocratas, esse ideal educativo ou pedagógico também vai sendo substituído por outro. O ideal da educação do Século de Péricles é a formação do cidadão. A <em>Arete</em> é a virtude cívica.</p>
<p>Ora, qual é o momento em que o cidadão mais aparece e mais exerce sua cidadania? Quando opina, discute, delibera e vota nas assembléias. Assim, a nova educação estabelece como padrão ideal a formação do bom orador, isto é, aquele que saiba falar em público e persuadir os outros na política.</p>
<p>Para dar aos jovens essa educação, substituindo a educação antiga dos poetas, surgiram, na Grécia, os <strong>sofistas</strong>, que são os primeiros filósofos do período socrático. Os sofistas mais importantes foram: Protágoras de Abdera, Górgias de Leontini e Isócrates de Atenas.</p>
<p>Que diziam e faziam os sofistas? Diziam que os ensinamentos dos filósofos cosmologistas estavam repletos de erros e contradições e que não tinham utilidade para a vida da <em>polis</em>. Apresentavam-se como mestres de oratória ou de retórica, afirmando ser possível ensinar aos jovens tal arte para que fossem bons cidadãos.</p>
<p>Que arte era esta? A arte da persuasão. Os sofistas ensinavam técnicas de persuasão para os jovens, que aprendiam a defender a posição ou opinião A, depois a posição ou opinião contrária, não-A, de modo que, numa assembléia, soubessem ter fortes argumentos a favor ou contra uma opinião e ganhassem a discussão.</p>
<p>O filósofo Sócrates, considerado o patrono da Filosofia, rebelou-se contra os sofistas, dizendo que não eram filósofos, pois não tinham amor pela sabedoria nem respeito pela verdade, defendendo qualquer idéia, se isso fosse vantajoso. Corrompiam o espírito dos jovens, pois faziam o erro e a mentira valer tanto quanto a verdade.</p>
<p>Como homem de seu tempo, Sócrates concordava com os sofistas em um ponto: por um lado, a educação antiga do guerreiro belo e bom já não atendia às exigências da sociedade grega, e, por outro lado, os filósofos cosmologistas defendiam idéias tão contrárias entre si que também não eram uma fonte segura para o conhecimento verdadeiro. (Nota: Historicamente, há dificuldade para conhecer o pensamento dos grandes sofistas porque não possuímos seus textos. Restaram fragmentos apenas. Por isso, nós os conhecemos pelo que deles disseram seus adversários - Platão, Xenofonte, Aristóteles - e não temos como saber se estes foram justos com aqueles. Os historiadores mais recentes consideram os sofistas verdadeiros representantes do espírito democrático, isto é, da pluralidade conflituosa de opiniões e interesses, enquanto seus adversários seriam partidários de uma política aristocrática, na qual somente algumas opiniões e interesses teriam o direito para valer para o restante da sociedade.)</p>
<p>Discordando dos antigos poetas, dos antigos filósofos e dos sofistas, o que propunha Sócrates?</p>
<p>Propunha que, antes de querer conhecer a Natureza e antes de querer persuadir os outros, cada um deveria, primeiro e antes de tudo, conhecer-se a si mesmo. A expressão “conhece-te a ti mesmo” que estava gravada no pórtico do templo de Apolo, patrono grego da sabedoria, tornou-se a divisa de Sócrates.</p>
<p>Por fazer do autoconhecimento ou do conhecimento que os homens têm de si mesmos a condição de todos os outros conhecimentos verdadeiros, é que se diz que o período socrático é antropológico, isto é, voltado para o conhecimento do homem, particularmente de seu espírito e de sua capacidade para conhecer a verdade.</p>
<p>O retrato que a história da Filosofia possui de Sócrates foi traçado por seu mais importante aluno e discípulo, o filósofo ateniense Platão.</p>
<p>Que retrato Platão nos deixa de seu mestre, Sócrates?</p>
<p>O de um homem que andava pelas ruas e praças de Atenas, pelo mercado e pela assembléia indagando a cada um: “Você sabe o que é isso que você está dizendo?”, “Você sabe o que é isso em que você acredita?”, “Você acha que está conhecendo realmente aquilo em que acredita, aquilo em que está pensando, aquilo que está dizendo?”, “Você diz”, falava Sócrates, “que a coragem é importante, mas: o que <strong>é</strong> a coragem? Você acredita que a justiça é importante, mas: o que <strong>é</strong> a justiça? Você diz que ama as coisas e as pessoas belas, mas o que <strong>é</strong> a beleza? Você crê que seus amigos são a melhor coisa que você tem, mas: o que <strong>é</strong> a amizade?”</p>
<p>Sócrates fazia perguntas sobre as idéias, sobre os valores nos quais os gregos acreditavam e que julgavam conhecer. Suas perguntas deixavam os interlocutores embaraçados, irritados, curiosos, pois, quando tentavam responder ao célebre “o que é?”, descobriam, surpresos, que não sabiam responder e que nunca tinham pensado em suas crenças, seus valores e suas idéias.</p>
<p>Mas o pior não era isso. O pior é que as pessoas esperavam que Sócrates respondesse por elas ou para elas, que soubesse as respostas às perguntas, como os sofistas pareciam saber, mas Sócrates, para desconcerto geral, dizia: “Eu também não sei, por isso estou perguntando”. Donde a famosa expressão atribuída a ele: “Sei que nada sei”.</p>
<p>A consciência da própria ignorância é o começo da Filosofia. O que procurava Sócrates? Procurava a definição daquilo que uma coisa, uma idéia, um valor <strong>é</strong> verdadeiramente. Procurava a <strong>essência</strong> verdadeira da coisa, da idéia, do valor. Procurava o <strong>conceito</strong> e não a mera opinião que temos de nós mesmos, das coisas, das idéias e dos valores.</p>
<p>Qual a diferença entre uma opinião e um conceito? A opinião varia de pessoa para pessoa, de lugar para lugar, de época para época. É instável, mutável, depende de cada um, de seus gostos e preferências. O conceito, ao contrário, é uma verdade intemporal, universal e necessária que o pensamento descobre, mostrando que é a essência universal, intemporal e necessária de alguma coisa.</p>
<p>Por isso, Sócrates não perguntava se tal ou qual coisa era bela - pois nossa opinião sobre ela pode variar - e sim: O que é a beleza? Qual é a essência ou o conceito do belo? Do justo? Do amor? Da amizade?</p>
<p>Sócrates perguntava: Que razões rigorosas você possui para dizer o que diz e para pensar o que pensa? Qual é o fundamento racional daquilo que você fala e pensa?</p>
<p>Ora, as perguntas de Sócrates se referiam a idéias, valores, práticas e comportamentos que os atenienses julgavam certos e verdadeiros em si mesmos e por si mesmos. Ao fazer suas perguntas e suscitar dúvidas, Sócrates os fazia pensar não só sobre si mesmos, mas também sobre a <em>polis</em>. Aquilo que parecia evidente acabava sendo percebido como duvidoso e incerto.</p>
<p>Sabemos que os poderosos têm medo do pensamento, pois o poder é mais forte se ninguém pensar, se todo mundo aceitar as coisas como elas são, ou melhor, como nos dizem e nos fazem acreditar que elas são. Para os poderosos de Atenas, Sócrates tornara-se um perigo, pois fazia a juventude pensar. Por isso, eles o acusaram de desrespeitar os deuses, corromper os jovens e violar as leis. Levado perante a assembléia, Sócrates não se defendeu e foi condenado a tomar um veneno - a cicuta - e obrigado a suicidar-se.</p>
<p>Por que Sócrates não se defendeu? “Porque”, dizia ele, “se eu me defender, estarei aceitando as acusações, e eu não as aceito. Se eu me defender, o que os juízes vão exigir de mim? Que eu pare de filosofar. Mas eu prefiro a morte a ter que renunciar à Filosofia”.</p>
<p>O julgamento e a morte de Sócrates são narrados por Platão numa obra intitulada <em>Apologia de Sócrates</em>, isto é, a defesa de Sócrates, feita por seus discípulos, contra Atenas.</p>
<p>Sócrates nunca escreveu. O que sabemos de seus pensamentos encontra-se nas obras de seus vários discípulos, e Platão foi o mais importante deles. Se reunirmos o que esse filósofo escreveu sobre os sofistas e sobre Sócrates, além da exposição de suas próprias idéias, poderemos apresentar como características gerais do período socrático:</p>
<p>● A Filosofia se volta para as questões humanas no plano da ação, dos comportamentos, das idéias, das crenças, dos valores e, portanto, se preocupa com as questões morais e políticas.</p>
<p>● O ponto de partida da Filosofia é a confiança no pensamento ou no homem como um ser racional, capaz de conhecer-se a si mesmo e, portanto, capaz de reflexão. Reflexão é a volta que o pensamento faz sobre si mesmo para conhecer-se; é a consciência conhecendo-se a si mesma como capacidade para conhecer as coisas, alcançando o conceito ou a essência delas.</p>
<p>● Como se trata de conhecer a capacidade de conhecimento do homem, a preocupação se volta para estabelecer procedimentos que nos garantam que encontramos a verdade, isto é, o pensamento deve oferecer a si mesmo caminhos próprios, critérios próprios e meios próprios para saber o que é o verdadeiro e como alcançá-lo em tudo o que investiguemos.</p>
<p>● A Filosofia está voltada para a definição das virtudes morais e das virtudes políticas, tendo como objeto central de suas investigações a moral e a política, isto é, as idéias e práticas que norteiam os comportamentos dos seres humanos tanto como indivíduos quanto como cidadãos.</p>
<p>● Cabe à Filosofia, portanto, encontrar a definição, o conceito ou a essência dessas virtudes, para além da variedade das opiniões, para além da multiplicidade das opiniões contrárias e diferentes. As perguntas filosóficas se referem, assim, a valores como a justiça, a coragem, a amizade, a piedade, o amor, a beleza, a temperança, a prudência, etc., que constituem os ideais do sábio e do verdadeiro cidadão.</p>
<p>● É feita, pela primeira vez, uma separação radical entre, de um lado <strong>a opinião e as imagens das coisas</strong>, trazidas pelos nossos órgãos dos sentidos, nossos hábitos, pelas tradições, pelos interesses, e, de outro lado, as <strong>idéias</strong>. As idéias se referem à essência íntima, invisível, verdadeira das coisas e só podem ser alcançadas pelo pensamento puro, que afasta os dados sensoriais, os hábitos recebidos, os preconceitos, as opiniões.</p>
<p>● A reflexão e o trabalho do pensamento são tomados como uma purificação intelectual, que permite ao espírito humano conhecer a verdade invisível, imutável, universal e necessária.</p>
<p>● A opinião, as percepções e imagens sensoriais são consideradas falsas, mentirosas, mutáveis, inconsistentes, contraditórias, devendo ser abandonadas para que o pensamento siga seu caminho próprio no conhecimento verdadeiro.</p>
<p>● A diferença entre os sofistas, de um lado, e Sócrates e Platão, de outro, é dada pelo fato de que os sofistas aceitam a validade das opiniões e das percepções sensoriais e trabalham com elas para produzir argumentos de persuasão, enquanto Sócrates e Platão consideram as opiniões e as percepções sensoriais, ou imagens das coisas, como fonte de erro, mentira e falsidade, formas imperfeitas do conhecimento que nunca alcançam a verdade plena da realidade.</p>
<p>O mito da caverna</p>
<p>Imaginemos uma caverna subterrânea onde, desde a infância, geração após geração, seres humanos estão aprisionados. Suas pernas e seus pescoços estão algemados de tal modo que são forçados a permanecer sempre no mesmo lugar e a olhar apenas para frente, não podendo girar a cabeça nem para trás nem para os lados. A entrada da caverna permite que alguma luz exterior ali penetre, de modo que se possa, na semi-obscuridade, enxergar o que se passa no interior.</p>
<p>A luz que ali entra provém de uma imensa e alta fogueira externa. Entre ela e os prisioneiros - no exterior, portanto - há um caminho ascendente ao longo do qual foi erguida uma mureta, como se fosse a parte fronteira de um palco de marionetes. Ao longo dessa mureta-palco, homens transportam estatuetas de todo tipo, com figuras de seres humanos, animais e todas as coisas.</p>
<p>Por causa da luz da fogueira e da posição ocupada por ela, os prisioneiros enxergam na parede do fundo da caverna as sombras das estatuetas transportadas, mas sem poderem ver as próprias estatuetas, nem os homens que as transportam.</p>
<p>Como jamais viram outra coisa, os prisioneiros imaginam que as sombras vistas são as próprias coisas. Ou seja, não podem saber que são sombras, nem podem saber que são imagens (estatuetas de coisas), nem que há outros seres humanos reais fora da caverna. Também não podem saber que enxergam porque há a fogueira e a luz no exterior e imaginam que toda luminosidade possível é a que reina na caverna.</p>
<p>Que aconteceria, indaga Platão, se alguém libertasse os prisioneiros? Que faria um prisioneiro libertado? Em primeiro lugar, olharia toda a caverna, veria os outros seres humanos, a mureta, as estatuetas e a fogueira. Embora dolorido pelos anos de imobilidade, começaria a caminhar, dirigindo-se à entrada da caverna e, deparando com o caminho ascendente, nele adentraria.</p>
<p>Num primeiro momento, ficaria completamente cego, pois a fogueira na verdade é a luz do sol e ele ficaria inteiramente ofuscado por ela. Depois, acostumando-se com a claridade, veria os homens que transportam as estatuetas e, prosseguindo no caminho, enxergaria as próprias coisas, descobrindo que, durante toda sua vida, não vira senão sombras de imagens (as sombras das estatuetas projetadas no fundo da caverna) e que somente agora está contemplando a própria realidade.</p>
<p>Libertado e conhecedor do mundo, o prisioneiro regressaria à caverna, ficaria desnorteado pela escuridão, contaria aos outros o que viu e tentaria libertá-los.</p>
<p>Que lhe aconteceria nesse retorno? Os demais prisioneiros zombariam dele, não acreditariam em suas palavras e, se não conseguissem silenciá-lo com suas caçoadas, tentariam fazê-lo espancando-o e, se mesmo assim, ele teimasse em afirmar o que viu e os convidasse a sair da caverna, certamente acabariam por matá-lo. Mas, quem sabe, alguns poderiam ouvi-lo e, contra a vontade dos demais, também decidissem sair da caverna rumo à realidade.</p>
<p>O que é a caverna? O mundo em que vivemos. Que são as sombras das estatuetas? As coisas materiais e sensoriais que percebemos. Quem é o prisioneiro que se liberta e sai da caverna? O filósofo. O que é a luz exterior do sol? A luz da verdade. O que é o mundo exterior? O mundo das idéias verdadeiras ou da verdadeira realidade. Qual o instrumento que liberta o filósofo e com o qual ele deseja libertar os outros prisioneiros? A dialética. O que é a visão do mundo real iluminado? A Filosofia. Por que os prisioneiros zombam, espancam e matam o filósofo (Platão está se referindo à condenação de Sócrates à morte pela assembléia ateniense)? Porque imaginam que o mundo sensível é o mundo real e o único verdadeiro.</p>
<p>Período sistemático</p>
<p>Este período tem como principal nome o filósofo Aristóteles de Estagira, discípulo de Platão.</p>
<p>Passados quase quatro séculos de Filosofia, Aristóteles apresenta, nesse período, uma verdadeira enciclopédia de todo o saber que foi produzido e acumulado pelos gregos em todos os ramos do pensamento e da prática considerando essa totalidade de saberes como sendo a Filosofia. Esta, portanto, não é um saber específico sobre algum assunto, mas uma forma de conhecer todas as coisas, possuindo procedimentos diferentes para cada campo de coisas que conhece.</p>
<p>Além de a Filosofia ser o conhecimento da totalidade dos conhecimentos e práticas humanas, ela também estabelece uma diferença entre esses conhecimentos, distribuindo-os numa escala que vai dos mais simples e inferiores aos mais complexos e superiores. Essa classificação e distribuição dos conhecimentos fixou, para o pensamento ocidental, os campos de investigação da Filosofia como totalidade do saber humano.</p>
<p>Cada saber, no campo que lhe é próprio, possui seu objeto específico, procedimentos específicos para sua aquisição e exposição, formas próprias de demonstração e prova. Cada campo do conhecimento é uma ciência (ciência, em grego, é <em>episteme</em>).</p>
<p>Aristóteles afirma que, antes de um conhecimento constituir seu objeto e seu campo próprios, seus procedimentos próprios de aquisição e exposição, de demonstração e de prova, deve, primeiro, conhecer as leis gerais que governam o pensamento, independentemente do conteúdo que possa vir a ter.</p>
<p>O estudo das formas gerais do pensamento, sem preocupação com seu conteúdo, chama-se <strong>lógica</strong>, e Aristóteles foi o criador da lógica como instrumento do conhecimento em qualquer campo do saber.</p>
<p>A lógica não é uma ciência, mas o instrumento para a ciência e, por isso, na classificação das ciências feita por Aristóteles, a lógica não aparece, embora ela seja indispensável para a Filosofia e, mais tarde, tenha se tornado um dos ramos específicos dela.</p>
<p>Os campos do conhecimento filosófico</p>
<p>Vejamos, pois, a classificação aristotélica:</p>
<p>● <strong>Ciências produtivas:</strong> ciências que estudam as práticas produtivas ou as técnicas, isto é, as ações humanas cuja finalidade está para além da própria ação, pois a finalidade é a produção de um objeto, de uma obra. São elas: arquitetura (cujo fim é a edificação de alguma coisa), economia (cujo fim é a produção agrícola, o artesanato e o comércio, isto é, produtos para a sobrevivência e para o acúmulo de riquezas), medicina (cujo fim é produzir a saúde ou a cura), pintura, escultura, poesia, teatro, oratória, arte da guerra, da caça, da navegação, etc. Em suma, todas as atividades humanas técnicas e artísticas que resultam num produto ou numa obra.</p>
<p>● <strong>Ciências práticas:</strong> ciências que estudam as práticas humanas enquanto ações que têm nelas mesmas seu próprio fim, isto é, a finalidade da ação se realiza nela mesma, é o próprio ato realizado. São elas: ética, em que a ação é realizada pela vontade guiada pela razão para alcançar o bem do indivíduo, sendo este bem as virtudes morais (coragem, generosidade, fidelidade, lealdade, clemência, prudência, amizade, justiça, modéstia, honradez, temperança, etc.); e política, em que a ação é realizada pela vontade guiada pela razão para ter como fim o bem da comunidade ou o bem comum.</p>
<p>Para Aristóteles, como para todo grego da época clássica, a política é superior à ética, pois a verdadeira liberdade, sem a qual não pode haver vida virtuosa, só é conseguida na <em>polis</em>. Por isso, a finalidade da política é a vida justa, a vida boa e bela, a vida livre.</p>
<p>● <strong>Ciências teoréticas, contemplativas ou teóricas:</strong> são aquelas que estudam coisas que existem independentemente dos homens e de suas ações e que, não tendo sido feitas pelos homens, só podem ser contempladas por eles. <em>Theoria</em>, em grego, significa contemplação da verdade. O que são as coisas que existem por si mesmas e em si mesmas, independentes de nossa ação fabricadora (técnica) e de nossa ação moral e política? São as coisas da Natureza e as coisas divinas. Aristóteles, aqui, classifica também por graus de superioridade as ciências teóricas, indo da mais inferior à superior:</p>
<p><strong>1.</strong> ciência das coisas naturais submetidas à mudança ou ao devir: física, biologia, meteorologia, psicologia (pois a alma, que em grego se diz <em>psychê</em>, é um ser natural, existindo de formas variadas em todos os seres vivos, plantas, animais e homens);</p>
<p><strong>2.</strong> ciência das coisas naturais que não estão submetidas à mudança ou ao devir: as matemáticas e a astronomia (os gregos julgavam que os astros eram eternos e imutáveis);</p>
<p><strong>3.</strong> ciência da realidade pura, que não é nem natural mutável, nem natural imutável, nem resultado da ação humana, nem resultado da fabricação humana. Trata-se daquilo que deve haver em toda e qualquer realidade, seja ela natural, matemática, ética, política ou técnica, para ser realidade. É o que Aristóteles chama de <strong>ser</strong> ou <strong>substância</strong> de tudo o que existe. A ciência teórica que estuda o puro ser chama-se <strong>metafísica</strong>;</p>
<p><strong>4.</strong> ciência teórica das coisas divinas que são a causa e a finalidade de tudo o que existe na Natureza e no homem. Vimos que as coisas divinas são chamadas de <em>theion</em> e, por isso, esta última ciência chama-se <strong>teologia</strong>.</p>
<p>A Filosofia, para Aristóteles, encontra seu ponto mais alto na metafísica e na teologia, de onde derivam todos os outros conhecimentos.</p>
<p>A partir da classificação aristotélica, definiu-se, no correr dos séculos, o grande campo da investigação filosófica, campo que só seria desfeito no século XIX da nossa era, quando as ciências particulares se foram separando do tronco geral da Filosofia. Assim, podemos dizer que os campos da investigação filosófica são três:</p>
<p><strong>1º.</strong> O do conhecimento da realidade última de todos os seres, ou da essência de toda a realidade. Como, em grego, <strong>ser</strong> se diz <em>on</em> e <strong>os seres</strong> se diz <em>ta onta</em>, este campo é chamado de <strong>ontologia</strong> (que, na linguagem de Aristóteles, se formava com a metafísica e a teologia).</p>
<p><strong>2º.</strong> O do conhecimento das ações humanas ou dos valores e das finalidades da ação humana: das ações que têm em si mesmas sua finalidade, a ética e a política, ou a vida moral (valores morais) e a vida política (valores políticos); e das ações que têm sua finalidade num produto ou numa obra: as técnicas e as artes e seus valores (utilidade, beleza, etc.).</p>
<p><strong>3º.</strong> O do conhecimento da capacidade humana de conhecer, isto é, o conhecimento do próprio pensamento em exercício. Aqui, distinguem-se: a lógica, que oferece as leis gerais do pensamento; a teoria do conhecimento, que oferece os procedimentos pelos quais conhecemos; as ciências propriamente ditas e o conhecimento do conhecimento científico, isto é, a <strong>epistemologia</strong>.</p>
<p>Ser ou realidade, prática ou ação segundo valores, conhecimento do pensamento em suas leis gerais e em suas leis específicas em cada ciência: eis os campos da atividade ou investigação filosófica.</p>
<p>Período helenístico</p>
<p>Trata-se do último período da Filosofia antiga, quando a <em>polis</em> grega desapareceu como centro político, deixando de ser referência principal dos filósofos, uma vez que a Grécia encontra-se sob o poderio do Império Romano. Os filósofos dizem, agora, que o mundo é sua cidade e que são cidadãos do mundo. Em grego, mundo se diz <em>cosmos</em> e esse período é chamado o da Filosofia <strong>cosmopolita</strong>.</p>
<p>Essa época da Filosofia é constituída por grandes sistemas ou doutrinas, isto é, explicações totalizantes sobre a Natureza, o homem, as relações entre ambos e deles com a divindade (esta, em geral, pensada como Providência divina que instaura e conserva a ordem universal). Predominam preocupações com a ética - pois os filósofos já não podem ocupar-se diretamente com a política -, a física, a teologia e a religião.</p>
<p>Datam desse período quatro grandes sistemas cuja influência será sentida pelo pensamento cristão, que começa a formar-se nessa época: estoicismo, epicurismo, ceticismo e neoplatonismo.</p>
<p>A amplidão do Império Romano, a presença crescente de religiões orientais no Império, os contatos comerciais e culturais entre ocidente e oriente fizeram aumentar os contatos dos filósofos helenistas com a sabedoria oriental. Podemos falar numa ocidentalização da Filosofia, sobretudo nos aspectos místicos e religiosos.</p>
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         <title><![CDATA[ENTENDA COMO FUNCIONA UM PROCESSO DE IMPEACHMENT]]></title>
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         <description><![CDATA[ENTENDA COMO FUNCIONA UM PROCESSO DE IMPEACHMENT
Processo de cassação do mandato de um presidente nunca foi plenamente executado no país; no caso de Collor, ele renunciou antes de ser cassado.
O segundo mandato de Dilma Rousseff começou de forma tão desastrosa que, antes de completar cem dias, o tema do&nbsp;impeachment&nbsp;deixou de ser tabu e passou a fazer parte da pauta política - mesmo que ainda de forma incipiente. A própria presidente comentou o assunto na última semana. A oposição,...]]></description>
         <pubDate>Tue, 22 Mar 2016 16:40:00 +0200</pubDate>
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         <category><![CDATA[Blog]]></category>
         <content:encoded><![CDATA[<p><strong>ENTENDA COMO FUNCIONA UM PROCESSO DE IMPEACHMENT</strong></p>
<p>Processo de cassação do mandato de um presidente nunca foi plenamente executado no país; no caso de Collor, ele renunciou antes de ser cassado.</p>
<p>O segundo mandato de Dilma Rousseff começou de forma tão desastrosa que, antes de completar cem dias, o tema do&nbsp;<em>impeachment</em>&nbsp;deixou de ser tabu e passou a fazer parte da pauta política - mesmo que ainda de forma incipiente. A própria presidente comentou o assunto na última semana. A oposição, embora não declare apoio à proposta por ora, trata como legítimos os pedidos oriundos da sociedade. Os protestos do dia 15 de março devem reforçar o clamor pela saída da presidente.</p>
<p><img alt="" height="500" src="http://files.prdenis.webnode.com/200001295-71cc773c00/AAAA BANDEIRA DO BRASIL.jpg" width="700"></p>
<p>O processo de&nbsp;<em>impeachment</em>&nbsp;nunca foi plenamente aplicado no Brasil. Mesmo no caso de Fernando Collor, o que houve foi uma renúncia ainda em meio ao processo, em 1992. Por isso, o procedimento legal é pouco conhecido do eleitorado. Se Dilma fosse cassada, o vice-presidente, Michel Temer, herdaria o cargo. Se ele também perdesse o mandato, o presidente da Câmara, o deputado Eduardo Cunha, assumiria o posto de forma interina até que o novo presidente fosse eleito - em 90 dias, nas urnas, se o&nbsp;<em>impeachment</em>&nbsp;acontecer até 31 de dezembro de 2016; em 30 dias, por eleição indireta do Congresso, caso a cassação ocorra na segunda metade do mandato.</p>
<p>Veja abaixo os passos do processo de&nbsp;<em>impeachment</em>:</p>
<p><strong>1- A caracterização do crime:</strong>&nbsp;São crime de responsabilidade os atos do presidente da República que atentem contra a Constituição - que lista especificamente oito itens. No caso de Dilma, os itens V e VI parecem mais significativos. Eles tratam, respectivamente, da probidade na administração e do respeito à lei. O pedido de&nbsp;<em>impeachment</em>&nbsp;pode ser apresentado ao Congresso por qualquer cidadão brasileiro.</p>
<p><strong>2 - A admissão do pedido:</strong>&nbsp;É aqui que a maior parte dos pedidos acaba arquivada. Foram mais de 10 desde 2011. Se cumprir os requisitos mínimos (como a apresentação de provas e a listagem de testemunhas), o requerimento vai ser analisado por uma composição composta por integrantes de todas as bancadas da Câmara. Em até dez dias, a comissão precisa emitir um parecer favorável ou contrário à continuidade do processo. Abre-se prazo de 20 dias para o presidente se defender. Para prosseguir, o pedido precisa ser colocado em votação pelo presidente da Câmara e aceito por dois terços ou mais dos deputados (342 de 513). Caso o presidente da República seja acusado de um crime comum, o Supremo Tribunal Federal se encarregará de julgá-lo. Se a acusação for de crime de responsabilidade, o julgamento será feito pelo Senado. O presidente fica automaticamente afastado do cargo quando o processo for iniciado em uma dessas duas esferas. O prazo do afastamento é de seis meses.</p>
<p><strong>3 - A hora decisiva:</strong>&nbsp;No caso de crime de responsabilidade, o presidente é julgado no plenário do Senado. A sessão se assemelha a um julgamento comum, com o direito à defesa do réu, a palavra da comissão acusadora e a possibilidade de depoimento de testemunhas. É preciso que dois terços dos senadores (54 de 81) votem pelo impeachment para que o mandato do presidente seja cassado. Também depende deles o tempo de inelegibilidade que será aplicado como punição (até o limite de cinco anos).</p>
<p><strong>4 - Cumpra-se:</strong>&nbsp;Se absolvido, o presidente reassume automaticamente o cargo. Se condenado, ele será imediatamente destituído, mesmo antes da publicação da decisão no&nbsp;<em>Diário Oficial</em>.</p>
<p><strong>5 - Novo presidente:</strong>&nbsp;Em caso de&nbsp;<em>impeachment</em>, o vice-presidente é empossado. Se ele também tiver sido cassado, o presidente da Câmara assume o cargo interinamente. Caso a vacância ocorra nos dois primeiros anos do mandato, o Congresso convocará uma nova eleição direta em noventa dias. Se o<em>impeachment</em>&nbsp;do presidente e do vice acontecer na segunda metade do mandato, o Congresso elegerá o novo presidente em um prazo de trinta dias.</p>
<p><strong>6 - A opção extra:</strong>&nbsp;Há ainda outra possibilidade legal além do impeachment, essa restrita à Justiça Eleitoral: se o TSE comprovar, por exemplo, que Dilma praticou abuso do poder econômico ou empregou a máquina pública para se eleger em 2014, ela e Temer perderiam o cargo e - apenas nesse caso - Aécio Neves, que ficou em segundo lugar no pleito do ano passado, seria empossado presidente, com Aloysio Nunes Ferreira na vice. É uma situação semelhante à que aconteceu, por exemplo, em 2009 no governo do Maranhão: Jackson Lago (PDT) foi punido pela Justiça e passou o posto à segunda colocada, Roseana Sarney (PMDB).</p>
<p>&nbsp;Gabriel Castro, &lt;http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/os-seis-passos-de-um-processo-de-impeachment&gt;</p>
]]></content:encoded>
      </item>
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         <title><![CDATA[EPISTEMOLOGIA]]></title>
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         <description><![CDATA[EPISTEMOLOGIA OU TEORIA DO CONHECIMENTO EM PLATÃO
Na época que Platão viveu (séc. IV a. C.), era muito comum a concepção de que o homem conhece a partir dos seus sentidos. No entanto, para muitos sábios da época, o conhecimento não só começava como também não poderia ir além da sensibilidade. É notável neste período a máxima protagoriana:&nbsp;“o homem é a medida de todas as coisas”. Isso equivale dizer que cada ser está tão somente encerrado em suas representações subjetivas que ou era...]]></description>
         <pubDate>Tue, 22 Mar 2016 15:29:00 +0200</pubDate>
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         <category><![CDATA[Blog]]></category>
         <content:encoded><![CDATA[<p><strong>EPISTEMOLOGIA OU TEORIA DO CONHECIMENTO EM PLATÃO</strong></p>
<p>Na época que Platão viveu (séc. IV a. C.), era muito comum a concepção de que o homem conhece a partir dos seus sentidos. No entanto, para muitos sábios da época, o conhecimento não só começava como também não poderia ir além da sensibilidade. É notável neste período a máxima protagoriana:<em>&nbsp;“o homem é a medida de todas as coisas”</em>. Isso equivale dizer que cada ser está tão somente encerrado em suas representações subjetivas que ou era impossível uma verdade absoluta (mas uma particular, de cada um) ou que era impossível qualquer conhecimento.</p>
<p>Esse modo de pensar devém da filosofia de Heráclito para quem tudo está em movimento. Ora, se questiona Platão, se tudo está em movimento, no momento mesmo em que se determina algo, este já mudou, já se transformou e, com isso, o conhecimento torna-se impossível! Da mesma forma, se só existem verdades subjetivas, particulares ou relativas, a própria Ideia de verdade não existe absolutamente, o que também impossibilita o erro, portanto, o conhecimento.</p>
<p>Para superar essa noção de realidade transitória, Platão precisa mostrar como nossos sentidos são capazes de nos enganar e que, por isso, devemos procurar em outro lugar o fundamento do conhecer. Este “lugar” é a alma.</p>
<p>Platão pensa que é a inteligência que garante a estabilidade dos seres sensíveis. Isso quer dizer que a transitoriedade evidenciada nas coisas sensíveis não podem dar razão de si e por si mesmas. Daí é preciso buscar compreender que todo conhecimento provem do raciocínio que alcança a forma dos objetos, forma esta que guarda consigo mesma uma identidade atemporal e indestrutível.</p>
<p>O homem deve, pois, buscar ascender do mundo sensível ao inteligível para ter um real conhecimento dos seres. Deve, antes de mais nada, abandonar suas pré-concepções, seus pré-juízos, seus pontos de vistas destorcidos pelas opiniões irrefletidas e, a partir disso, começar a escala rumo às Ideias.</p>
<p>Ideia, segundo Platão, é um principio inteligível, que não sofre geração nem corrupção, sendo, portanto, fundamento do conhecimento das coisas. Todavia, o homem somente consegue alcançar as ideias pela sua razão, pelo pensamento reflexivo que ao abstrair todas as particularidades físicas dos objetos estudados, consegue intuir a forma determinante de cada ser, conferindo-lhe estabilidade e permitindo ser conhecido. As Ideias são puramente espirituais, não contendo materialidade alguma, nem contato com o mundo sensível. Na verdade, este tem o seu modo de ser, de existir somente por participar das ideias do mundo inteligível. O inteligível transcende o sensível e o determina.</p>
<p>Dessa forma, já nascemos com os princípios inteligíveis que nos permitiriam conhecer o mundo sensível. Cabe ao homem não deixar se fascinar pelas sensações e sim subordiná-las à inteligência a fim de realmente conhecer verdade dos seres e de si mesmo, dedicando sua vida à formação do espírito.</p>
<p>Por João Francisco P. Cabral</p>
<p>Graduado em Filosofia pela Universidade Federal de Uberlândia - UFU<br>
Mestrando em Filosofia pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP</p>
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	<span data-dobid="hdw">epistemologia</span></div>
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	<div class="lr_dct_sf_h" style="padding-top: 10px;">
		<i>substantivo feminino</i>
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		<div class="lr_dct_sf_sen vk_txt" style="font-family: arial, sans-serif-light, sans-serif; padding-top: 10px; font-weight: lighter !important;">
			<div style="float: left;">
				<strong>1</strong>.</div>
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				<div class="_Jig">
					<div data-dobid="dfn" style="display: inline;">
						reflexão geral em torno da natureza, etapas e limites do conhecimento humano, esp. nas relações que se estabelecem entre o sujeito indagativo e o objeto inerte, as duas polaridades tradicionais do processo cognitivo; teoria do conhecimento.</div>
				</div>
			</div>
		</div>
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				<strong>2</strong>.</div>
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				<div class="_Jig">
					<div data-dobid="dfn" style="display: inline;">
						<i>freq.</i>&nbsp;estudo dos postulados, conclusões e métodos dos diferentes ramos do saber científico, ou das teorias e práticas em geral, avaliadas em sua validade cognitiva, ou descritas em suas trajetórias evolutivas, seus paradigmas estruturais ou suas relações com a sociedade e a história; teoria da ciência.</div>
				</div>
			</div>
		</div>
		</li>
	</ol>
</div>
<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;<span>A Epistemologia é o ramo da filosofia que estuda a origem, a estrutura, os métodos e a validade uma resposta dogmática ou empirista. Uma outra questão é sobre os limites do conhecimento haverá realmente a distinção entre um mundo cognoscível e um mundo incognoscível? E finalmente a tradicional questão sobre a origem do conhecimento, por que faculdades atingimos o conhecimento, haverá realmente a priori no conhecimento humano?</span></p>
<p>Há ainda outras questões relativas ao conhecimento, como a da diferenciação dos vários tipos de conhecimento, pode apreender-se conhecimento pela memória, pelos livros, de forma indirecta, ou de forma directa, através do contacto do sujeito com o objecto.</p>
<p>Finalmente o problema da verdade será a verdade qualquer coisa de intrínseco às coisas? Deverá a verdade adaptar-se conforme o sistema de proposições a que se refere e em relação a um conjunto consistente de frases? Dependerá a verdade da relação de correspondência entre uma proposição e o seu objecto?</p>
<p>A epistemologia aparece ligada à I.A. devido aos seus estudos na área do conhecimento. A questão da representação do conhecimento humano é uma das problemáticas mais relevantes no panorama actual da I.A.. Ligada a ela aparece mesmo um ramo da I.A. que hoje denominamos por engenharia do conhecimento, o qual se preocupa com as questões das&nbsp;<a href="http://www.citi.pt/educacao_final/trab_final_inteligencia_artificial/linguagens.html">linguagens de programação</a>&nbsp;e dos&nbsp;<a href="http://www.citi.pt/educacao_final/trab_final_inteligencia_artificial/sistemas_periciais.html">sistemas periciais</a>.</p>
<p>&nbsp;do conhecimento (daí também se designar por filosofia do conhecimento). Ela relaciona-se ainda com a metafísica, a&nbsp;<a href="http://www.citi.pt/educacao_final/trab_final_inteligencia_artificial/logica.html">lógica</a>&nbsp;e a psicologia. Ela é ainda um dos principais ramos da filosofia, talvez mesmo aquele que mais se destaca, e os seus problemas compreendem a questão da possibilidade do conhecimento, que nos coloca a dúvida se o ser humano conseguirá algum dia atingir realmente o conhecimento total e genuíno, fazendo-nos oscilar entre</p>
<p>A epistemologia é o ramo da filosofia que estuda a origem, a estrutura, os métodos e a validade do conhecimento (daí também se designar por filosofia do conhecimento). Ela relaciona-se ainda com a metafísica, a&nbsp;<a href="http://www.citi.pt/educacao_final/trab_final_inteligencia_artificial/logica.html">lógica</a>&nbsp;e a psicologia. Ela é ainda um dos principais ramos da filosofia, talvez mesmo aquele que mais se destaca, e os seus problemas compreendem a questão da possibilidade do conhecimento, que nos coloca a dúvida se o ser humano conseguirá algum dia atingir realmente o conhecimento total e genuíno, fazendo-nos oscilar entre uma resposta dogmática ou empirista. Uma outra questão é sobre os limites do conhecimento haverá realmente a distinção entre um mundo cognoscível e um mundo incognoscível? E finalmente a tradicional questão sobre a origem do conhecimento, por que faculdades atingimos o conhecimento, haverá realmente a priori no conhecimento humano?</p>
<p>Há ainda outras questões relativas ao conhecimento, como a da diferenciação dos vários tipos de conhecimento, pode apreender-se conhecimento pela memória, pelos livros, de forma indirecta, ou de forma directa, através do contacto do sujeito com o objecto.</p>
<p>Finalmente o problema da verdade será a verdade qualquer coisa de intrínseco às coisas? Deverá a verdade adaptar-se conforme o sistema de proposições a que se refere e em relação a um conjunto consistente de frases? Dependerá a verdade da relação de correspondência entre uma proposição e o seu objecto?</p>
<p><span>A epistemologia aparece ligada à I.A. devido aos seus estudos na área do conhecimento. A questão da representação do conhecimento humano é uma das problemáticas mais relevantes no panorama actual da I.A.. Ligada a ela aparece mesmo um ramo da I.A. que hoje denominamos por engenharia do conhecimento, o qual se preocupa com as questões das&nbsp;</span><a href="http://www.citi.pt/educacao_final/trab_final_inteligencia_artificial/linguagens.html" style="line-height: 1.5em; font-size: 0.8em;">linguagens de programação</a><span>&nbsp;e dos&nbsp;</span><a href="http://www.citi.pt/educacao_final/trab_final_inteligencia_artificial/sistemas_periciais.html" style="line-height: 1.5em; font-size: 0.8em;">sistemas periciais</a><span>.</span>&nbsp;&nbsp;</p>
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      </item>
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         <title><![CDATA[EVANGÉLICO COME MUITO.]]></title>
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         <description><![CDATA[Evangélico come muito.
- Também, não bebe, não fuma, não dança.
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quantas vezes você já ouviu isso? Eu muitas, é claro que sempre sorrimos diante de tal afirmação, e geralmente pegamos mais um copo de tobi e pelo menos dois daqueles salgadinhos gorduroso. E assim a vida segue...
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Alguns aspectos devem ser considerados e quero iniciar falando do Manual de Regras e...]]></description>
         <pubDate>Thu, 03 Mar 2016 16:39:00 +0200</pubDate>
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         <category><![CDATA[Blog]]></category>
         <content:encoded><![CDATA[<p>Evangélico come muito.</p>
<p>- Também, não bebe, não fuma, não dança.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quantas vezes você já ouviu isso? Eu muitas, é claro que sempre sorrimos diante de tal afirmação, e geralmente pegamos mais um copo de tobi e pelo menos dois daqueles salgadinhos gorduroso. E assim a vida segue...</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Alguns aspectos devem ser considerados e quero iniciar falando do Manual de Regras e Condutas que ainda, ou pelo menos deveria estar valendo para todos os grupos sociais e individuos, me refiro a Bíblia quando afirma na carta de São Paulo aos &nbsp;Romanos: 13.13 “<em>Andemos honestamente, como de dia: não em <strong>glutonarias<a href="#_ftn1" name="_ftnref1" title=""><strong>[1]</strong></a></strong> e <strong>bebedeiras</strong>, não em impudicícias<a href="#_ftn2" name="_ftnref2" title=""><strong>[2]</strong></a> e dissoluções, não em contendas e inveja.”</em></p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Vamos lembrar-nos de pelo menos de três dos últimos sermões que ouvimos se por ventura houve uma advertência quanto a volta de Jesus, a santificação, ou uma exortação ao pecado, se sim, o pregador está de parabéns e você também por ter lembrado. Mas, não é exatamente pra isso que chamamos a sua atenção, se houve uma advertência contra o pecado tenho certeza que o pregador mencionou: beber e fumar esquecendo-se de outros tão pecados quanto os assim concebidos em função da cultura, o que quero dizer é que fumar e beber tornou-se mais importante nessa hierarquia que a honestidade, glutonaria, bebedeiras, impudicícias, dissoluções, contendas e inveja, e isso é realmente lamentável.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Mas voltemos a provocação inicial, me referindo a falta de educação e compostura dos evangélicos em festas, restaurantes, eventos e cantinas, se assemelhando a um grupo de famintos que por não beber e nem fumar se veem no pleno direito de ser glutões por excelência assim como observamos em: A gula é o&nbsp;<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Desejo" title="Desejo">desejo</a>&nbsp;insaciável por&nbsp;<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Comida" title="Comida">comida</a>&nbsp;e&nbsp;<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Bebida" title="Bebida">bebida</a>. A pessoa que comete este pecado vai diretamente para o inferno. Segundo tal visão, a gula também está relacionada com o egoísmo humano: querer adquirir sempre mais e mais, não se contentando com o que já tem uma forma de&nbsp;<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Cobi%C3%A7a" title="Cobiça">cobiça</a>. A gula seria controlada pelo recurso à virtude da&nbsp;<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Temperan%C3%A7a" title="Temperança">temperança</a>.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Acredito que os evangélicos são todos corintianos, me refiro a carta de São Paulo aos cristãos de Corintos quando afirma: I Co 11.20-22<strong> “</strong><em>De sorte que, quando vos ajuntais num lugar, não é para comer a ceia do Senhor; porque quando comeis, cada um toma antes de outrem a sua própria ceia; e assim um fica com fome e outro se embriaga. &nbsp;Não tendes porventura casas onde comer e beber? Ou desprezais a igreja de Deus, e envergonhais os que nada têm? Que vos direi? Louvar-vos-ei? Nisto não vos louvo.”.</em> Qualquer coincidência é mera semelhança, mesmo decorrido mais de dois séculos.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Terminamos esse artigo afirmando que o mesmo não se trata de uma apologia a bebida e ao cigarro, porém de uma forma bem direta apontar que fidelidade a Deus não está somente com estes, procuramos fundamentar nosso texto dentro da Palavra, porém muitos exemplos poderiam ser trazidos aqui. Fiquem na Paz do Senhor Jesus e que a reflexão seja de proveito para a sua vida.</p>
<div>
	<br clear="all">
	<hr align="left" size="1" width="33%">
	<div id="ftn1">
		<h4><a href="#_ftnref1" name="_ftn1" title=""><strong>[1]</strong></a> É o ato de comer em demasia, em excesso, ultrapassando o limite da saciedade.</h4>
		<p>&nbsp;</p>
	</div>
	<div id="ftn2">
		<p><a href="#_ftnref2" name="_ftn2" title="">[2]</a> Inexistência de pudor, acanhamento ou respeitabilidade, Ação ou comentário impudico, libidinagem ou devassidão, deslealdade ou desonestidade.</p>
	</div>
</div>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
      </item>
      <item>
         <title><![CDATA[DICAS DE PORTUGUÊS]]></title>
         <link>https://prdenis.webnode.page/news/dicas-de-portugues/</link>
         <description><![CDATA[
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         <pubDate>Thu, 03 Mar 2016 11:07:00 +0200</pubDate>
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         <category><![CDATA[Blog]]></category>
         <content:encoded><![CDATA[<p><img alt="" height="320" src="http://files.prdenis.webnode.com/200000852-c4c96c5c40/931_529269787246295_6351199246305501346_n.jpg" width="320"><img alt="" height="720" src="http://files.prdenis.webnode.com/200000853-27e7a28e22/1223_529270303912910_8885550235183080879_n (1).jpg" width="720"><img alt="" height="720" src="http://files.prdenis.webnode.com/200000854-647d6664ca/1223_529270303912910_8885550235183080879_n.jpg" width="720"><img alt="" height="720" src="http://files.prdenis.webnode.com/200000855-8737088e7c/5787_529270440579563_8818205069521042747_n.jpg" width="720"><img alt="" height="320" src="http://files.prdenis.webnode.com/200000856-0972f0a6c3/7493_529269757246298_2403062306511466705_n (1).jpg" width="320"><img alt="" height="320" src="http://files.prdenis.webnode.com/200000857-b2951b4890/7493_529269757246298_2403062306511466705_n (2).jpg" width="320"><img alt="" height="320" 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width="720"><img alt="" height="720" src="http://files.prdenis.webnode.com/200000865-238d825833/64473_529269723912968_4246926743104911914_n.jpg" width="720"><img alt="" height="480" src="http://files.prdenis.webnode.com/200000866-88b108a661/942540_529270160579591_8421278207175487146_n.jpg" width="480"><img alt="" height="720" src="http://files.prdenis.webnode.com/200000867-29a462a9f4/943835_529270353912905_8923719332523793278_n.jpg" width="720"><img alt="" height="720" src="http://files.prdenis.webnode.com/200000868-dd26ade213/945852_529269893912951_4732302672250760527_n.jpg" width="720"><img alt="" height="720" src="http://files.prdenis.webnode.com/200000869-7b60c7c5ab/945887_529269320579675_4898511206806491651_n (1).jpg" width="720"><img alt="" height="720" src="http://files.prdenis.webnode.com/200000870-4559e46557/945887_529269320579675_4898511206806491651_n.jpg" width="720"><img alt="" height="720" 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         <title><![CDATA[CONSIDERAÇÕES ACERCA DE HEGEL]]></title>
         <link>https://prdenis.webnode.page/news/consideracoes-acerca-de-hegel/</link>
         <description><![CDATA[
	INTRODUÇÃO
	&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;Nesse trabalho apresentamos Hegel de forma sucinta com a &nbsp;intenção de documentar a apreciação pelo tema A Dialética hegeliana e também o Estudo Dirigido com base no livro Hegel e a sociedade moderna, de Charles Taylor, conforme proposto pelo professor.
	&nbsp;
	Da Filosofia e pensamento hegeliano de uma forma geral, lembramos que a curiosidade é a expressão máxima da vontade de conhecer. Abordamos os tópicos assim organizados:...]]></description>
         <pubDate>Thu, 03 Mar 2016 10:48:00 +0200</pubDate>
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         <category><![CDATA[Blog]]></category>
         <content:encoded><![CDATA[<div>
	<p>INTRODUÇÃO</p>
	<p align="center">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;Nesse trabalho apresentamos Hegel de forma sucinta com a &nbsp;intenção de documentar a apreciação pelo tema A Dialética hegeliana e também o Estudo Dirigido com base no livro Hegel e a sociedade moderna, de Charles Taylor, conforme proposto pelo professor.</p>
	<p>&nbsp;</p>
	<p>Da Filosofia e pensamento hegeliano de uma forma geral, lembramos que a curiosidade é a expressão máxima da vontade de conhecer. Abordamos os tópicos assim organizados: conhecendo um pouco de Hegel, onde mostramos os principais pontos da vida e obra desse pensador, em seguida apresentamos um pouco de sua dialética, bem como o entendimento da Dialética do senhor e do escravo e concluímos com o Estudo Dirigido, sempre problematizando sucintamente o conteúdo como um todo, com a finalidade de continuar a explorar o tema de forma que sua compreensão seja agradável aos leitores promovendo a necessidade de uma busca pessoal. Para tal é apresentado.</p>
	<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O que é conhecer? Essa pergunta vai se tornar uma preocupação para a Filosofia e posteriormente as Ciências em suas várias áreas do conhecimento, quanto mais intensa e frequentemente o pensamento sobre ela se ocupa.</p>
	<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Esperamos que esse trabalho seja de grande proveito intelectual, já que se buscou trazer de forma rápida os conceitos principais sobre o tema abordado.</p>
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	<p>Palavras-Chave: Filosofia, dialética, sujeito, objeto, antítese, síntese, espírito cósmico,&nbsp; consciência de si, método, empirismo, racionalismo, expressionismo, natureza, liberdade, diferença, unidade, Geist.</p>
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	<p>I – CONHECENDO UM POUCO DE HEGEL</p>
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	<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Georg Wilhelm Friedrich Hegel&nbsp;(<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Stuttgart" title="Stuttgart">Stuttgart</a>,&nbsp;<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/27_de_agosto" title="27 de agosto">27 de agosto</a>&nbsp;de&nbsp;<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/1770" title="1770">1770</a>&nbsp; - <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Berlim" title="Berlim">Berlim</a>,&nbsp;<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/14_de_novembro" title="14 de novembro">14 de novembro</a>&nbsp;de&nbsp;<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/1831" title="1831">1831</a>) foi um&nbsp;<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Filosofia" title="Filosofia">filósofo</a>&nbsp;<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Alem%C3%A3es" title="Alemães">alemão. </a>&nbsp;É unanimemente considerado um dos mais importantes e influentes filósofos da história. Durante sua juventude, quando estudou no seminário de Tübingen e foi colega de classe de Hölderlin, Georg Wilhelm Friedrich Hegel adquiriu conhecimento perfeito da filologia clássica, sobretudo da língua grega. Depois de alguns anos trabalhando como preceptor em famílias ricas, habilitou-se como docente livre em Jena (1801).</p>
	<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Durante seu período em Tübingen, Hegel preparou-se para a carreira eclesiástica e seus primeiros escritos trataram de assuntos teológicos. Ao deixar o seminário, porém, afasta-se da religião e os trabalhos que produz refletem a influência de&nbsp;<a href="http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u350.jhtm">Kant</a>. Nunca deixará, no entanto, de se preocupar com as questões religiosas.</p>
	<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Além do interesse pelo problema religioso, Hegel sempre se preocupou com as questões políticas. Ele dizia que "a leitura dos jornais é uma espécie de oração da manhã realista". Em 1802, escreveu um trabalho sobre a constituição da Alemanha. A última obra que publicou em vida,&nbsp;<em>Princípios da filosofia do direito</em>, sistematiza suas ideias a respeito da sociedade e do Estado.</p>
	<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; De 1807 a 1808, Hegel foi diretor de um jornal em Bamberg, e de 1808 a 1816, diretor do ginásio em Nuremberg. Tornou-se, então, professor da universidade de Heidelberg e, em 1818, foi chamado para Berlim, ocupando a cátedra de filosofia, vaga desde a morte de&nbsp;<a href="http://educacao.uol.com.br/biografias/johann-gottlieb-fichte.jhtm">Fichte</a>.</p>
	<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Hegel tinha grande talento pedagógico, mas era mau orador e pior estilista. Tampouco tinha qualquer atração pessoal, parecendo um pequeno-burguês tranqüilo e às vezes sonolento, "o espírito do mundo em&nbsp;<em>robe-de-chambre</em>", segundo alguns de seus contemporâneos. Mas exerceu influência enorme e seus discípulos dominaram todas as universidades da Alemanha.</p>
	<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No que se refere aos fatos históricos, a&nbsp;<a href="http://educacao.uol.com.br/historia/ult1704u85.jhtm">Revolução Francesa</a>&nbsp;e o advento de <a href="http://educacao.uol.com.br/historia/ult1690u45.jhtm">Napoleão</a>&nbsp;são os acontecimentos capitais na vida de Hegel, para quem a Revolução é a tentativa de restauração da cidade antiga - o triunfo da razão e da liberdade, a construção do real de acordo com o pensamento - e Napoleão é "a alma do mundo", a individualidade superior que, perseguindo apaixonadamente seu objetivo, é agente "de um fim que constitui uma etapa na marcha progressiva do Espírito Universal".</p>
	<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O sistema filosófico criado por Hegel, o hegelianismo, é tributário, de modo especial, da filosofia grega, do racionalismo cartesiano e do&nbsp;<a href="http://educacao.uol.com.br/filosofia/pos-kantianos.jhtm">idealismo alemão</a>, do qual representa o desfecho e a realização mais complexa.</p>
	<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; De&nbsp;<a href="http://educacao.uol.com.br/biografias/heraclito-de-efeso.jhtm">Heráclito de Éfeso</a>, Hegel herda a ideia de&nbsp;<a href="http://educacao.uol.com.br/filosofia/teoria-do-conhecimento-dialetica.jhtm">dialética</a>, entendida como estrutura da realidade e do pensamento. De&nbsp;<a href="http://educacao.uol.com.br/filosofia/ult3323u40.jhtm">Aristóteles</a>, aceita três noções capitais: a do <a href="http://educacao.uol.com.br/filosofia/teoria-do-conhecimento-os-universais.jhtm"><em>universal</em></a>, imanente e não transcendente ao individual (antiplatonismo); a do <em>movimento</em>, ou de&nbsp;<em>vir-a-ser</em>, como passagem da potência para o ato; e, finalmente, a das&nbsp;<em>relações entre a razão e a experiência</em>, cuja necessidade interna deve ser revelada pelo pensamento.</p>
	<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Do&nbsp;<a href="http://educacao.uol.com.br/filosofia/ult3323u43.jhtm">racionalismo cartesiano</a>, Hegel aceita a ideia da racionalidade do real, ou da consciência das&nbsp;<em>res cogitans</em>&nbsp;(coisa pensante) com a&nbsp;<em>res extensa</em>&nbsp;(coisa material); e do&nbsp;<a href="http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u343.jhtm">spinozismo</a>, em particular, a intuição de que&nbsp;<em>qualquer afirmação é uma negação</em>, proposição de "importância capital", segundo Hegel.</p>
	<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Do&nbsp;<a href="http://educacao.uol.com.br/filosofia/kant-a-revolucao-copernicana.jhtm">criticismo kantiano</a>, base e ponto de partida da moderna filosofia alemã, Hegel herda, de modo especial, a distinção entre o entendimento e a razão e a ideia de uma lógica transcendental que, remontando às origens do conhecimento, considera os conceitos&nbsp;<em>a priori</em>, em relação aos objetos, formula as regras do pensamento puro e vincula as categorias à consciência de si, ao eu subjetivo.</p>
	<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; De Fichte, Hegel aceita a noção de dialética como processo de afirmação, negação e negação da negação, na síntese; e de&nbsp;<a href="http://educacao.uol.com.br/biografias/friedrich-schelling.jhtm">Schelling</a>, a noção do idealismo objetivo e da identidade do sujeito e do objeto, na consciência do absoluto. O hegelianismo é um sistema, uma construção lógica, racional, coerente, que pretende apreender o real em sua totalidade. Antes de construir seu sistema, porém, Hegel escreveu a <em>Fenomenologia do espírito</em>. Essa obra, embora seja um resumo fenomenológico do hegelianismo, é também uma propedêutica ou introdução ao sistema criado por Hegel.</p>
	<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O hegelianismo é o último dos grandes sistemas filosóficos do Ocidente. Ele exerceu decisiva influência na formação da&nbsp;<a href="http://educacao.uol.com.br/sociologia/praxis-marx-e-gramsci.jhtm">teoria da&nbsp;<em>práxis</em></a>&nbsp;e do&nbsp;<a href="http://educacao.uol.com.br/filosofia/existencialismo.jhtm">existencialismo</a>.</p>
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	<p>&nbsp;</p>
	<p>&nbsp;</p>
	<p>II – DIALÉTICA HEGELIANA</p>
	<p>&nbsp;</p>
	<p>A DIALÉTICA DA CONSCIÊNCIA:</p>
	<p align="center">Certeza sensível (sensações: aqui, agora, isso).</p>
	<p align="center">Percepção (coisa).</p>
	<p align="center">Entendimento (ciência moderna)</p>
	<p align="center">&nbsp;</p>
	<p>A DIALÉTICA DO RECONHECIMENTO:</p>
	<p>Encontro entre duas consciências desejantes: autoafirmação pela luta de vida ou morte. (seres desejantes de absoluto se enfrentando – toda consciência é desejante, tem apetite)</p>
	<p>&nbsp;</p>
	<p>VENCEDOR É SENHOR, PERDEDOR É ESCRAVO:</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div>
	<p align="center">Afirmação de potência - Potência e domínio.</p>
	<p align="center">Medo da Morte – Entrega da liberdade</p>
	<p>&nbsp;</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div>
	<p>MÚTUO RECONHECIMENTO:</p>
	<p align="center">Escravo (objeto)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; -&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Senhor (sujeito)</p>
	<p align="center">&nbsp;</p>
	<p>A NEGAÇÃO DA NEGAÇÃO: AFIRNAÇÃO DO ESCRAVO COMO SER LIVRE:</p>
	<p>Surge então a liberdade da consciência de si, desse impasse surge o direito. (Nós somos livres e iguais perante uma lei universal).</p>
	<p>DIALÉTICA DO SENHOR E DO ESCRAVO:</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A dialética para Hegel é o procedimento superior do pensamento é, ao mesmo tempo, repetimo-la, "a marcha e o ritmo das próprias coisas". Vejamos, por exemplo, como o conceito fundamental de ser se enriquece dialeticamente. Como é que o ser, essa noção simultaneamente a mais abstrata e a mais real, a mais vazia e a mais compreensiva (essa noção em que o velho Parmênides se fechava: o ser é, nada mais podemos dizer), transforma-se em outra coisa? É em virtude da contradição que esse conceito envolve. O conceito de ser é o mais geral, mas também o mais pobre. Ser, sem qualquer qualidade ou determinação - é, em última análise, não ser absolutamente nada, é não ser! O ser, puro e simples, equivale ao não-ser (eis a antítese). É fácil ver que essa contradição se resolve no vir-a-ser (posto que vir-a-ser é não mais ser o que se era). Os dois contrários que engendram o devir (síntese), aí se reencontram fundidos, reconciliados.<br>
<br>
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Vejamos um exemplo muito célebre da dialética hegeliana que será um dos pontos de partida da reflexão de Karl Marx. Trata-se de um episódio dialético tirado da Fenomenologia do Espírito, o do senhor e o escravo. Dois homens lutam entre si. Um deles é pleno de coragem. Aceita arriscar sua vida no combate, mostrando assim que é um homem livre, superior à sua vida. O outro, que não ousa arriscar a vida, é vencido. O vencedor não mata o prisioneiro, ao contrário, conserva-o cuidadosamente como testemunha e espelho de sua vitória. Tal é o escravo, o "servus", aquele que, ao pé da letra, foi conservado.</p>
<p style="margin-left:53.4pt;">a)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O senhor obriga o escravo, ao passo que ele próprio goza os prazeres da vida. O senhor não cultiva seu jardim, não faz cozer seus alimentos, não acende seu fogo: ele tem o escravo para isso. O senhor não conhece mais os rigores do mundo material, uma vez que interpôs um escravo entre ele e o mundo. O senhor, porque lê o reconhecimento de sua superioridade no olhar submisso de seu escravo, é livre, ao passo que este último se vê despojado dos frutos de seu trabalho, numa situação de submissão absoluta.</p>
<p style="margin-left:53.4pt;">b)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<br>
<br>
b) Entretanto, essa situação vai se transformar dialeticamente porque a posição do senhor abriga uma contradição interna: o senhor só o é em função da existência do escravo, que condiciona a sua. O senhor só o é porque é reconhecido como tal pela consciência do escravo e também porque vive do trabalho desse escravo. Nesse sentido, ele é uma espécie de escravo de seu escravo.</p>
<p style="margin-left:35.4pt;"><br>
c) De fato, o escravo, que era mais ainda o escravo da vida do que o escravo de seu senhor (foi por medo de morrer que se submeteu) vai encontrar uma nova forma de liberdade. Colocado numa situação infeliz em que só conhece provações, aprende a se afastar de todos os eventos exteriores, a libertar-se de tudo o que o oprime, desenvolvendo uma consciência pessoal. Mas, sobretudo, o escravo incessantemente ocupado com o trabalho, aprende a vencer a natureza ao utilizar as leis da matéria e recupera certa forma de liberdade (o domínio da natureza) por intermédio de seu trabalho. Por uma conversão dialética exemplar, o trabalho servil devolve-lhe a liberdade. Desse modo, o escravo, transformado pelas provações e pelo próprio trabalho, ensina a seu senhor a verdadeira liberdade que é o domínio de si mesmo. Assim, a liberdade estóica se apresenta a Hegel como a reconciliação entre o domínio e a servidão.</p>
<p><br>
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Hegel parte, fundamentalmente, da síntese a priori de Kant, em que o espírito é constituído substancialmente como sendo o construtor da realidade e toda a sua atividade é reduzida ao âmbito da experiência, porquanto é da íntima natureza da síntese a priori não poder, de modo nenhum, transcender a experiência, de sorte que Hegel se achava fatalmente impelido a um monismo imanentista, que devia necessariamente tornar-se panlogista, dialético. Assim, deviam se achar na realidade única da experiência as características divinas do antigo Deus transcendente, destruído por Kant. Hegel devia, portanto, chegar ao panteísmo imanentista, que Schopenhauer, o grande crítico do idealismo racionalista e otimista, declarará nada mais ser que ateísmo imanentista.<br>
<br>
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No entanto, para poder elevar a realidade da experiência à ordem da realidade absoluta, divina, Hegel se achava obrigado a mostrar a racionalidade absoluta da realidade da experiência, a qual, sendo o mundo da experiência limitado e deficiente, por causa do assim chamado mal metafísico, físico e moral, não podia, por certo, ser concebida mediante o ser (da filosofia aristotélica), idêntico a si mesmo e excluindo o seu oposto, e onde a limitação, a negação, o mal, não podem, de modo nenhum, gerar naturalmente valores positivos de bem verdadeiro. Mas essa racionalidade absoluta da realidade da experiência devia ser concebida mediante o <em>devir</em> &nbsp;- (vir-a-ser) absoluto (de Heráclito), onde um elemento gera o seu oposto, e a negação e o mal são condições de positividade e de bem.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Apresentava-se, portanto, a necessidade da invenção de uma nova lógica, para poder racionalizar o elemento potencial e negativo da experiência, isto é, tudo que há no mundo de arracional e de irracional. E por isso Hegel inventou a dialética dos opostos, cuja característica fundamental é a negação, em que a positividade se realiza através da negatividade, do ritmo famoso de tese, antítese e síntese. Essa dialética dos opostos resolve e compõe em si mesma o elemento positivo da tese e da antítese. Isto é, todo elemento da realidade, estabelecendo-se a si mesmo absolutamente (tese) e não esgotando o Absoluto de que é um momento, demanda o seu oposto (antítese), que nega e o qual integra, em uma realidade mais rica (síntese), para daqui começar de novo o processo dialético. A nova lógica hegeliana difere da antiga, não somente pela negação do princípio de identidade e de contradição - como eram concebidos na lógica antiga - mas também porquanto a nova lógica é considerada como sendo a própria lei do ser. Quer dizer, coincide com a ontologia, em que o próprio objeto já não é mais o ser, mas o devir absoluto.</p>
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<p>ESTUDO DIRIGIDO.</p>
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<p>SEÇÃO 1. EXPRESSÃO E LIBERDADE</p>
<p>O autor mostra nesta seção como Hegel realizou uma síntese filosófica entre duas correntes de pensamento e sensibilidade: o Expressivismo e o moralismo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>a.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Apresente quais são as características do Expressivismo e quais suas críticas à corrente dominante do Esclarecimento (p.11-4).</p>
<p style="margin-left:35.4pt;">No entendimento o Expressivismo foi um movimento ligado a mudança de paradigmas do pensamento, expresso principalmente na atividade produtiva do homem, principalmente a arte, assim apresentando uma nova maneira de ver e pensar o mundo. Conforme o texto, entendemos que:</p>
<p>b.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Apresente quais são as características do moralismo (p.14-16)</p>
<p style="margin-left:35.4pt;">A Moral ligada a valores universais, os valores religiosos são colocados acima dos demais valores.</p>
<p>c.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quais são as afinidades entre as duas correntes, de um lado (p.16-7), e em que elas se opõem, de outro (p.17).</p>
<p>A liberdade como cerne, a liberdade como afirmação do homem. A liberdade não pode impor um rompimento entre o ser humano e o mundo exterior, esse último não pode jamais limitá-lo, por isso afirma-se um pensamento expresivista que permite a autodeterminação humana. O eu ou o si-mesmo, o sujeito, deveria ver que sua própria racionalidade não seria algo oposto à natureza (interna ou externa), mas que esta também seria manifestação de um plano racional. Assim, ser racional e se por contra elementos da natureza seria algo natural à medida que racional. Quando se pensa nessas duas correntes, temos que propor a divisão do homem (interior e exterior), invalidando assim a unidade humana proposta.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>d.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A partir de então o autor trata das esperanças da geração de 1790, que é aquela de Hegel. O contexto histórico é bem sintetizado na seguinte citação:</p>
<p style="margin-left:4.0cm;">Para os jovens (alguns não tão jovens) intelectuais alemães da década de 1790, essas duas ideias, expressão e liberdade radical, assumiram uma enorme força. Isso, sem dúvida, resultou, em parte, das mudanças ocorridas na sociedade alemã que fizeram que a necessidade de uma nova identidade fosse sentida de maneira ainda mais premente, mas sua força foi muitas vezes multiplicada pelo sentimento de que a velha ordem estava reunido e de que uma nova ordem estava surgindo com o impacto da Revolução Francesa. O fato de que essa Revolução tenha passado, após o Terror, a provocar sentimentos ambivalentes ou mesmo de hostilidade entre seus antigos admiradores não teve efeito de abrandar o sentimento de urgência. Pelo contrário, havia sentimento de que uma grande transformação era necessária e possível, e isso despertou esperanças que em outras épocas pareceriam extravagantes. Sentia-se que uma grande ruptura era iminente, e se, em virtude da situação na Alemanha e da reviravolta da Revolução Francesa, essa esperança deixou a esfera política, foi mais intensa na esfera da cultura e da consciência humana. E, se a França foi a pátria da revolução política, onde mais senão na Alemanha se poderia realizar a grande revolução espiritual? (TAYLOR, Ch., p.17).</p>
<p>Que Revolução Espiritual a geração pensou em fazer? De que forma tem nela um “retorno à Grécia”, mas sem negar o mundo moderno? (p.18-9). É aqui que entra a visão da história como uma <em>espiral</em> (p.19-20), bem como uma reconceituação da natureza a partir da noção de <em>sujeito cósmico</em>, que é uma variante da ideia renascentista do homem como microcosmo. (p.20-23). Hegel buscará, responder a tais questões, realizando a ambição fundamental do Romantismo por meio do conceito de Espírito (<em>Geist</em>). Só que o fará de modo <em>não romântico</em>. Explique como ele o faz e qual sua diferença em relação aos românticos (p.22-26). Preste atenção no problema do “mau infinito” e no “retrato da bela alma” (p.25). E preste atenção igualmente no seu conceito (dialético) de <em>infinito </em>(p.26) e na sua distinção entre entendimento (<em>Verstand</em>) e<em> razão </em>(<em>Vernunft</em>)<em>.</em></p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Esse é um tema recorrente no pensamento formal e informal, pode-se até afirmar que assim como a epistemologia, esse também é uma grande problematização filosófica, ou seja, corpo, mente, alma e espirito.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Retomando o pensamento grego e a valorização da unidade expressiva (homem-natureza), mas isso somente até o ponto em que o ser humano é unido natureza, alcançando a autoconsciência e a autodeterminação. Reagrupar o homem em mente e corpo&nbsp; para alcançar o espirito do cósmico, isso como resultado da dialética de Hegel e pela razão, assim resumindo de forma bem distinta razão e compreensão, onde esse aparece de forma lírica e a razão como a expressão mais elevada do ser.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>SEÇÃO 2. O SUJEITO CORPORIFICADO</p>
<p style="margin-left:4.0cm;">Numa tentativa de realizar a síntese entre a autonomia racional e a unidade expressiva, a obra de Hegel busca superar as oposições nas quais ambas, de uma maneira ou de outra, se contrapõem, como a oposição em nós entre a liberdade e a natureza, ou aquela entre indivíduo e a sociedade; a lacuna aparentemente insuperável entre o sujeito cognoscente e este mundo, ou o abismo ainda mais intransponível entre o espírito finito e o infinito, entre o homem e Deus [...] Como podem tais oposições ser reconciliadas se cada elemento só tem vigência quando em oposição ao seu outro? Este é o nosso problema (TAYLOR, Ch., p.27).</p>
<p>Acompanhe o argumento de Taylor, que nos conduzirá à sua proposta dialética (p.26-7). Para tanto, trate dos seguintes tópicos:</p>
<p>a.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A noção hegeliana de sujeito (p.28-34). O que é o sujeito hegeliano?</p>
<p style="margin-left:35.4pt;">Em Hegel sujeito e corpo se identificam e se complementam, contraditório, pois para ele corpo e não corpo, o homem unificado aqui é identificado como sujeito e corpo, pois esse mesmo sujeito vê a seu corpo como um objeto alheio a si mesmo e dessa forma descobre-se no mundo e nas coisas naturais e vai buscar, sempre pela razão fugir das paixões que podem o aprisionar. Esse sujeito só alcança a verdadeira liberdade e realização quando pela razão vê a si mesmo como uma unidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Veja como ele tem origem na teoria expressivista de Hegel e o porquê disso. Perceba como se articula sua teoria do sujeito com a concepção de <em>vida</em> (e de uma “hierarquia dos níveis do ser”).</p>
<p>Mas depois veja que incorpora também a filosofia de Kant, com a noção de <em>vontade</em> <em>racional</em> (e de uma “hierarquia de modos de pensamento”). Veja que a racionalidade tem história, não é ponto de partida, mas de chegada, é uma conquista. Como isso ocorre? (p.34).</p>
<p>A conclusão a que chega - que prepara a noção de <em>Geist</em> - é a seguinte: o sujeito tem uma teleologia interna, que é o fim da “autoconsciência racional na liberdade”. E, para tanto, este “sujeito racional pensante só pode existir corporificado” (p.35). Explique-a.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Voltamos aqui a ideia já observada na primeira questão. Explicar nos remete as sentenças anteriores, o pensamento hegeliano é muito complexo, não que seja impossível alcança-lo, porém com toda a mudança ocorrida no mundo desde então, algumas “coisas” parecem ter perdido o sentido, vejamos: para Hegel o sujeito é o centro da racionalidade, a consciência imaterial que interage com o mundo usando o seu corpo (assim como já vimos antes). Os materiais utilizados para garantir a existência são diferentes, a diferenças nas suas composições físicas de mundo e sujeito, assim, pensamento, entendimento, sentimentos, seriam de responsabilidade das funções ditas espirituais, ou seja, do imaterial. Porém Hegel lança mão do pensamento de Aristóteles para discordar e concluir que corpo e alma não podem existir de forma separada e que as representações ditas espirituais só existem no sujeito corporificado, superando o eu e não eu pelo alcance do espirito cósmico ou Geist em uma homogenia absoluta, isso para Hegel é um processo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>b.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Noção de “<em>Geist</em>” ou “espírito cósmico”.</p>
<p><em>“</em>O princípio da corporificação necessária (...) é central para a concepção hegeliana do Geist, ou espírito cósmico<em>”</em> (p.31). Explique esta frase, discorrendo sobre o que se deve entender pela reconciliação do sujeito consigo mesmo, que passa pela consciência do plano racional mais amplo no qual ele se encontra e do qual é expressão, o <em>Geist</em>.</p>
<p>Perceba, aqui, que ele distingue, novamente, “razão” (<em>Vernunft</em>) e “entendimento” (<em>Verstand</em>) (p.36).</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O espírito cósmico se reconhece, ganha consciência de si, porque provoca em cada espírito finito, o homem, a consciência plena de si, ou seja, a sua participação na vida como veículo do espírito cósmico. Ao notar isso o homem amplia sua consciência de si e o espírito cósmico, o <em>Geist</em>, se torna plenamente autoconsciente..</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Para&nbsp; Hegel,&nbsp; o&nbsp; Geist sujeito&nbsp;precisa sempre esta&nbsp; corporificado,&nbsp;aplicando em si mesmo o raciocínio que pertence ao sujeito humano, como citado anteriormente.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>
<p>Embora&nbsp; componham&nbsp; o&nbsp; ambiente&nbsp; no&nbsp; qual&nbsp; os&nbsp; seres&nbsp; humanos&nbsp; se&nbsp; realizam,&nbsp;não&nbsp;possuem&nbsp;consciência,&nbsp;o&nbsp;que&nbsp;serve&nbsp;de&nbsp;impedimento&nbsp;para&nbsp;que&nbsp;o&nbsp;Geist por meio deles se manifestem.</p>
<p>&nbsp;Também&nbsp;os&nbsp;animais&nbsp;não&nbsp;servem&nbsp; de&nbsp;meio&nbsp;adequado,&nbsp;considerando&nbsp;não&nbsp;possuem&nbsp;poder&nbsp;de&nbsp;expressão.&nbsp; Apenas&nbsp; os&nbsp; seres&nbsp; humanos,&nbsp; com&nbsp; o&nbsp; uso&nbsp; da&nbsp; razão,&nbsp; conseguem desenvolver&nbsp; sua&nbsp; consciência&nbsp; como&nbsp; meio&nbsp; de&nbsp; realização do&nbsp; espírito&nbsp; cósmico.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>SEÇÃO 3. O ABSOLUTO COMO SUJEITO</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“Como a teoria do homem justifica uma fórmula inicial tal como a identidade da identidade e da não-identidade?” (TAYLOR, Ch., p.37). Eis a resposta: <em>“a teoria do sujeito aplica-se não só ao homem, mas ao espírito cósmico ou Geist” </em>(idem).</p>
<p>Nesta seção, Taylor vai nos esclarecer o sentido da fórmula: <em>“o Absoluto não é substância, mas sim sujeito”</em>.</p>
<p>a.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Leia a seguinte citação que trata da relação entre liberdade e autoconsciência racional:</p>
<p style="margin-left:4.0cm;">A liberdade, de acordo com a visão expressivista, é a condição na qual o eu é adequadamente expressado. Por conseguinte, a autoconsciência plena é impossível sem a liberdade. Se acrescentamos a isso a noção de que a autoconsciência possui a mesma essência do sujeito, então a proposição inversa é também verdadeira: a liberdade (isto é, a auto-expressão plena) é impossível sem a autoconsciência. Hegel, por sua vez, (e de uma hierarquia dos níveis do ser) acrescentaria a esta base comum da teoria expressivista a tese de que a essência da subjetividade é a autoconsciência racional, de que a autoconsciência tem de estar no meio claro do pensamento racional, e não na intuição obscura ou na visão inefável. Portanto, também a racionalidade é, para ele, uma condição para a expressão integral, ou a liberdade, e assim reciprocamente (TAYLOR, Ch., p.39).</p>
<p style="margin-left:17.85pt;">Esta concepção de sujeito é transposta ao Geist, de forma a defender a tese que “o Geist é, portanto, necessariamente corporificado em espíritos finitos”, que “para a realização do Geist, o homem tem de se desenvolver” (p.42) e que, enfim, “o que é mais fundamental a nosso respeito é o fato de sermos veículos do Geist” (p.43).</p>
<p style="margin-left:17.85pt;">Disserte sobre como se constrói o argumento (p.39-43), que é concluído no segundo parágrafo da página 43.</p>
<p style="margin-left:17.85pt;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Conforme Hegel, o Geist ou espírito do mundo que por um lado não é real e nem transcendental e pasmem, também não é algo ligado ao espiritual e ao divino, mas sim um meio de filosofar sobre a história. A liberdade total que é alcançada pela razão quando o sujeito vê a si mesmo como unidade, o Geist no sentido geral é radicalmente livre.</p>
<p style="margin-left:17.85pt;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Como segue a história que sempre precisará de personagens (pois somos nós que damos sentido e significado as coisas), serão esses sujeitos ativos ou grandes personagens que impulsionarão a história, dessa forma sendo protagonista e tema para a mesma, porém será necessária uma motivação.</p>
<p style="margin-left:17.85pt;">&nbsp;</p>
<ol style="list-style-type:lower-alpha;">
	<li value="2">Disserte sobre a contraposição entre a liberdade do sujeito individual e a liberdade do <em>Geist</em> (p.43-47). Preste atenção no que seria o “desígnio do universo” (p.45).</li>
</ol>
<p style="margin-left:18.0pt;">Esse sujeito hegeliano é concebido dentro de um dilema que deve ser por ele ultrapassado, caso contrário não há realização do mesmo, até ai tudo bem, mas como chegar a uma conclusão no mínimo lógica quando se depara com máximas como essa: “Como o raciocínio poderia por si mesmo chegar a qualquer conclusão acerca de que rumo de ação tomar? Mas então essa meta básica não é simplesmente dada?”</p>
<p style="margin-left:18.0pt;">A resposta é, num certo sentido, sim. Mas a resposta é não. Complicado não é?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>SEÇÃO 6. CONFLITO E CONTRADIÇÃO</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Trate sobre a explicação da tese do “Absoluto como sujeito”, que deve ser compreendida pela dialética da “identidade da identidade e da não identidade” (p.60-3). Preste atenção na diferença entre imediato (<em>unmittelbar</em>) e mediato (<em>vermittelt</em>). E busque entender o sentido enigmático da afirmativa de que “a contradição é tão essencial à realidade quanto a identidade” (p.61).</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tentar entender Hegel é ficar estagnado em um amontoado de palavras que tentamos desesperadamente encontrar um sentido qualquer, com efeito, se fosse para escolher, entre estas duas, a mais importante, escolheríamos a contradição, pois ela é a fonte de toda a vida e de todo movimento.</p>
<p>Hegel considera a contradição (devir), seja essa passagem a passagem a existência concreta, o sujeito em si mesmo, em sua complexidade indispensável entre níveis de ser que seguem existindo no mesmo tempo (idade), seja a passagem histórica entre diferentes estágios da civilização humana. Mas parecia impossível ter ambas as coisas. Se a contradição é a fonte das passagens de um nível a outro, é precisamente por ser fatal à continuidade da existência, ou assim se julgaria com base no princípio do senso comum segundo o qual nada que é contraditório existe.&nbsp; Como podemos conciliar estas afirmações? Eu sinceramente, não sei, porém Taylor afirma: “a resposta é que a contradição, como Hegel usa o termo, não é internamente incompatível com a existência, e, como tal talvez não mereça o nome que tem. Quando dizemos que o todo está em contradição, queremos dizer que une identidade e oposição, que é oposto a si mesmo (...). Poderíamos talvez dizer, por exemplo, que a “identidade” e a “oposição” não devem ser consideradas incompatíveis.”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>SEÇÃO 7. A SUPERAÇÃO DAS OPOSIÇÕES</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Trate do modo como Hegel supera as oposições: homem/natureza, indivíduo/comunidade e espírito finito/infinito (que se reflete na relação do homem com o destino). Preste atenção nas duas características essenciais da solução hegeliana do dilema da geração romântica (p.67-8).</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Alcançar a unidade por meio das oposições/contradições. Segundo Hegel a solução proposta seria, a primeira é a unidade entre o homem e o mundo, entre o sujeito finito e o sujeito infinito, a unidade é obtida em virtude da diferença e de maneira dificultosa na medida em que o homem luta para elevar-se ao nível no qual a unidade pode ser alcançada, mas a unidade última também mantem em si a diferença. As diferenças se unem e se separam, assim como olhar para o céu durante o dia e durante a noite, dessa forma observa se momentos diferentes da mesma “coisa” diferentes, porém unificados, não parece difícil de entender, para o filosofo, pela razão pode-se entender diferenças e unidades e dessa forma podem ser conceituados, aqui no exemplo dia e noite.</p>
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<p>BIBLIOGRAFIA</p>
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<p>TAYLOR, Charles. Hegel e a sociedade moderna. São Paulo: Loyola ed., 2005.</p>
<p>Disponível em &lt; http://educacao.uol.com.br/biografias/georg-w-f-hegel.htm&gt;. Acesso em: 14 de janeiro de 2016.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>CHAUI, Marilena. Iniciação a Filosofia. São Paulo: Ática ed., 2011.</p>
<p>LALANDE, A. Vocabulário técnico e crítico da Filosofia. São Paulo: Martins Fontes, 1993.</p>
<p>PADOVANI, Umberto e CASTAGNOLA, Luís. História da Filosofia, Edições Melhoramentos, São Paulo, 10.ª edição, 1974.</p>
<p>ABBAGNANO, N.&nbsp;<strong>Dicionário de filosofia</strong>. São Paulo: Martins Fontes, 2000.</p>
<p>MONDIN, Battista. Curso de Filosofia: os filósofos do ocidente. Vol. 3. São Paulo: Paulinas, 1987.</p>
<p>Disponivel em &lt; http://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/filosofia/a-fenomenologia-husserl-uma-breve-leitura.htm&gt; acesso em: 18 de janeiro de 2016.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
      </item>
      <item>
         <title><![CDATA[CONSIDERAÇÕS SOBRE HURRSERL]]></title>
         <link>https://prdenis.webnode.page/news/consideracos-sobre-hurrserl/</link>
         <description><![CDATA[INTRODUÇÃO
&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;Nesse trabalho vamos apresentar sem pretensão, alguma considerações sobre o pensamento de Husserl e nossa intenção é documentar a apreciação pelo tema “A Fenomenologia” de forma geral, lembrando que a curiosidade é a expressão máxima da vontade de conhecer. Abordamos os tópicos assim organizados: Os tipos de conhecimento, onde mostramos os principais pressupostos das formas de conhecer, isso porque Husserl acaba propondo uma...]]></description>
         <pubDate>Thu, 14 Jan 2016 18:53:00 +0200</pubDate>
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         <category><![CDATA[Blog]]></category>
         <content:encoded><![CDATA[<p>INTRODUÇÃO</p>
<p align="center">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;Nesse trabalho vamos apresentar sem pretensão, alguma considerações sobre o pensamento de Husserl e nossa intenção é documentar a apreciação pelo tema “A Fenomenologia” de forma geral, lembrando que a curiosidade é a expressão máxima da vontade de conhecer. Abordamos os tópicos assim organizados: Os tipos de conhecimento, onde mostramos os principais pressupostos das formas de conhecer, isso porque Husserl acaba propondo uma epistemologia, em seguida apresentamos um pouco da biografia de Husserl, bem como sua contribuição sobre o assunto e terminamos com a temática atual sobre a Fenomenologia, sempre problematizando sucintamente o conteúdo como um todo, com a finalidade de continuar a explorar o tema de forma que sua compreensão seja agradável aos leitores promovendo a necessidade de uma busca pessoal. Para tal assim é apresentado.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Todavia, não se pretende aqui apresentar um esboço histórico do conceito de fenômeno nem tampouco da fenomenologia. Em sendo assim, será feita uma abordagem rápida da fenomenologia sob a rubrica do filósofo alemão Edmund Husserl (1859-1938), o que vem ao encontro do objetivo do presente trabalho.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Espera se que o presente trabalho seja de grande proveito intelectual ou não, já que buscou se elaborar de forma sucinta os conceitos principais sobre o tema abordado. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Que ao menos seja o início de uma busca maior.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>
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<p>I - TIPOS DE CONHECIMENTO</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O&nbsp;conhecimento&nbsp;está diretamente ligado ao homem, à sua realidade. O conhecimento pretende idealizar o bem estar do ser humano, logo o conhecimento advém das relações do homem com o meio. O indivíduo procura entender o meio partindo dos pressupostos de interação do homem com os objetivos. É uma forma de explicar os fenômenos das relações, seja, entre sujeito/objeto, homem/razão, homem/desejo ou homem/realidade. A forma de explicar e entender o conhecimento passa por várias vertentes como:&nbsp;conhecimento empírico&nbsp;(vulgar ou senso comum), conhecimento filosófico,&nbsp;conhecimento teológico&nbsp;e&nbsp;conhecimento científico.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O conhecimento empírico surge da relação do ser com o mundo. Todo ser humano apodera-se gradativamente deste conhecimento, ao passo que lida com sua realidade diária. Não há uma preocupação direta com o ato reflexivo, ocorre espontaneamente. É um conhecimento do tipo abrangente dentro da realidade humana. Não está calcada em investigações.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O conhecimento filosófico surge da relação do homem com seu dia-a-dia, porém preocupa-se com respostas e especulações destas relações. Não é um conhecimento estático, ao contrário sempre está em transformação. Considera seus estudos de modo reflexivo e crítico. É um estudo racional, porém não há uma preocupação de verificação.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O conhecimento teológico preocupa-se com verdades absolutas, verdades que só a fé pode explicar. O sagrado é explicado por si só. Não há importância a verificação. Acredita-se que o conhecimento é explicado pela religião, pela fé. Tudo parte do religioso, os valores religiosos são incontestáveis. (portanto a Bíblia não é um livro que entendemos pela fé).</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O conhecimento científico precisa ser provado. O conhecimento surge da dúvida e comprovado concretamente, gerando leis válidas. É passível de verificação e investigação, então acaba encontrando respostas aos fenômenos que norteiam o ser humano. Usa os métodos para encontrar respostas através de leis comprobatórias, as quais regem a relação do sujeito com a realidade.</p>
<p>II - CONHECENDO UM POUCO DE EDMUND HUSSERL</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Edmund Husserl nasceu em Prossnitz, na Morávia, no antigo Império Austríaco (hoje Prostejov, na República Checa), em 8 de abril de 1859, e morreu em Freiburg, em 27 de abril de 1938. A fim de completar seus estudos de matemática, iniciados nas universidades alemãs, foi, em 1884, para Viena, onde, sob a influência de Franz Brentano, descobriu sua vocação filosófica.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em 1887, Husserl, que fora judeu, converteu-se à Igreja Luterana. Ensinou filosofia, como livre docente, em Halle, de 1887 a 1901; em Göttingen, de 1901 a 1918; e, em Freiburg, de 1918 a 1928, quando se aposentou.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Na raiz do pensamento de Husserl encontram-se as seguintes influências principais: Franz Brentano e, por seu intermédio, a&nbsp;<a href="http://educacao.uol.com.br/historia/ult1690u6.jhtm" target="_blank">tradição grega</a> e&nbsp;<a href="http://educacao.uol.com.br/filosofia/ult3323u23.jhtm" target="_blank">escolástica</a>;&nbsp;<a href="http://educacao.uol.com.br/biografias/bernhard-bolzano.jhtm">Bolzano</a>,&nbsp;<a href="http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u702.jhtm" target="_blank">Descartes</a>, Leibniz, o empirismo inglês e o kantismo.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Desde suas origens, observa Husserl, a filosofia pretendeu ser ciência estrita, satisfazendo às exigências teóricas mais rigorosas e permitindo uma vida regida por normas racionais. Jamais, no entanto, conseguiu justificar essas pretensões, embora a filosofia moderna, a partir de Descartes, seja essencialmente crítica, concentrando-se, cada vez mais, na investigação referente ao método.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O fruto desses esforços, no entanto, reduziu-se à fundação e à emancipação das ciências da natureza e do espírito, e de novas disciplinas, puramente matemáticas.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A filosofia, porém, que representa a irrecusável aspiração da humanidade a um saber puro e absoluto, ainda não se estruturou como verdadeira ciência.&nbsp;<a href="http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u350.jhtm" target="_blank">Kant</a>costumava dizer que não se aprende a filosofia mas a filosofar, reconhecendo, assim, o caráter não científico da filosofia.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Para Husserl, a filosofia não é uma ciência imperfeita - simplesmente ainda não é uma ciência. Os supremos interesses da cultura humana, contudo, exigem a elaboração de uma filosofia estritamente científica, o que implica a crítica do naturalismo e do historicismo.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Toda ciência natural, observa Husserl, é ingênua em seu ponto de partida, inclusive a psicologia, na medida em que a psicologia é sempre psicofísica, implicando, tácita ou expressamente, a posição existencial da natureza física.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tal ingenuidade consiste, por exemplo, em reduzir à experiência o método da ciência experimental, embora a ciência natural seja crítica a seu modo, quando concatena as experiências, as interpreta e articula com o pensamento, distinguindo entre experiências válidas e não válidas.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Essa crítica, contudo, não exclui a outra, que põe em questão a experiência em geral e o pensamento que resulta dessa experiência, pois os problemas inerentes à ciência natural, enquanto tal, não podem ser resolvidos pela própria ciência natural.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Assim, propondo-se investigar as relações da consciência com o ser em geral, a teoria do conhecimento deverá considerar o ser como correlato da consciência (ser lembrado, percebido, imaginado, desejado, etc.), procurando, ao mesmo tempo, determinar a essência da consciência.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Para Husserl, todo objeto, pré-científico ou científico, é um dado da consciência. Mas, como a estrutura da consciência é a "intencionalidade", quer dizer, como toda consciência é sempre "consciência de" alguma coisa, o estudo da essência da consciência inclui o estudo da significação e o da objetividade da consciência como tal.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A análise da consciência implica, assim, a clarificação das formas fundamentais da objetividade, enquanto correlatos intencionais da consciência. Tal análise, ou descrição, dá origem à fenomenologia da consciência, que não se confunde com a psicologia ou ciência natural da consciência.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A "redução fenomenológica", na expressão de Husserl, é o processo que consiste em pôr "entre parênteses" a existência dos conteúdos da consciência, ou das vivências, e também do eu, enquanto sujeito psicofísico ou suporte existencial da consciência, assim reduzida ao eu puro, ou transcendental.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Trata-se, portanto de se realizar uma redução "eidética", ou seja, reduzir as vivências à sua essência ("eidos"), objetos ideais que não se acham na mente (hipótese psicológica), nem no mundo platônico das ideias (hipótese metafísica), nem na inteligência divina (hipótese teológica). Tais objetos são ideais, são "significações", alheias ao tempo e ao espaço, de validade permanente.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Enquanto ciência, a fenomenologia é, assim, investigação de essências e de relações entre essências, quer dizer, a determinação de configurações essenciais da consciência e de seus correlatos intencionais, investigados e fixados de modo puramente contemplativo em sua conexão sistemática.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Após criticar a o psicologismo naturalista, Husserl empreende a crítica do historicismo, que, a seu ver, se resolve em relativismo e ceticismo. Nessa perspectiva, as ideia de verdade, teoria e ciência perdem sua validade absoluta.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A história, enquanto ciência empírica do espírito, nada pode decidir por si mesma, sobre a distinção entre religião, filosofia, arte, etc. como configurações culturais, ou formas contingentes de manifestação, e sua ideia ou essência, em sentido socrático.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; De razões históricas, diz Husserl, só podem resultar consequências históricas - e é um contra senso pretender refutar ideias por meio de fatos. A história, que se constitui de fatos, nada pode provar contra a possibilidade de valores absolutos. A significação de uma configuração histórica como fato nada tem a ver com sua validade. A norma do matemático está na matemática, do lógico na lógica, do ético na ética, etc.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O historicismo constitui um extravio gnosiológico, embora Husserl não pretenda negar o valor da história para o filósofo. Só a fenomenologia se estende do espírito individual ao campo do espírito em geral, sendo a disciplina capaz de fundamentar uma filosofia do espírito.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A época atual, diz Husserl, só quer acreditar em realidades. Sua mais forte realidade é a ciência; por consequência, aquilo de que mais precisa é da ciência filosófica, que exclui qualquer preconceito ou tradição que se deva aceitar como princípio. Não se trata de excluir a história, mas de reconhecer que o incentivo para filosofar não vem das filosofias históricas, mas das coisas e dos problemas.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ciência dos verdadeiros princípios, das origens, das raízes, a filosofia também deve ser radical em seus métodos, não renunciando, em hipótese alguma, à exclusão radical dos preconceitos. Assim entendida, diz Husserl, a fenomenologia abre um campo de trabalho infinito, proporcionando conhecimentos rigorosos e decisivos à filosofia ulterior.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sendo um novo tipo de filosofia transcendental, a fenomenologia é, de certo modo, um neocartesianismo. Husserl volta ao "cogito" de Descartes, mas, com a ideia de intencionalidade da consciência, evita a confusão entre o "ego" e a "res cogitans" (coisa pensante), pois, se pensar (em sentido amplo, que envolve todas as operações da consciência) é sempre pensar em alguma coisa, a fórmula correta não será "cogito ergo sum" ("penso, logo existo"), mas "ego cogito cogitatum" ("eu penso o pensado").</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A filosofia de Husserl exerceu profunda influência não só em filósofos como <a href="http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u399.jhtm" target="_blank">Heidegger</a>&nbsp;e Max Scheler,&nbsp;<a href="http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u623.jhtm" target="_blank">Jean-Paul Sartre</a>&nbsp;e&nbsp;<a href="http://educacao.uol.com.br/biografias/maurice-merleau-ponty.jhtm" target="_blank">Merleau-Ponty</a>,&nbsp;<a href="http://educacao.uol.com.br/biografias/klick/0,5387,1799-biografia-9,00.jhtm" target="_blank">Ortega y Gasset</a>&nbsp;e outros, mas também em psicólogos como Binswanger e Buytendijk.</p>
<p>&nbsp;</p>
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<p>&nbsp;</p>
<p>III – FENOMENOLOGIA DEFINIÇÃO E CONSIDERAÇÕES.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tratado dos fenômenos; análise comparativa ou estudo descritivo dos fenômenos, de tudo que se pode observar na natureza. Filosofia. Descrição filosófica dos fenômenos, em sua essência aparente e ilusória, observados a partir do contato com os sentidos individuais. Filosofia. William Hamilton (1788-1856). Demonstração instantânea anterior à compreensão teórica das situações, ações ou fatos psíquicos. Filosofia. E. Husserl (1859-1938). Metodologia filosófica que sugere uma descrição da experiência praticada pela consciência, sendo suas manifestações analisadas no âmbito da generalidade essencial. (Etmo. fenômeno + logia)<a href="#_ftn1" name="_ftnref1" title="">[1]</a></p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A palavra&nbsp;<em>fenomenologia</em>&nbsp;foi empregada por alguns pensadores ao longo da história da filosofia, e pode ser aqui definida nos seguintes termos: “descrição daquilo que aparece ou ciência que tem como objetivo ou projeto essa descrição” (ABBAGNANO, 2000, p. 437). Como se pode deduzir do próprio vocábulo, a fenomenologia está relacionada diretamente ao conceito de&nbsp;<em>fenômeno&nbsp;</em>&nbsp;o qual pode ser definido como “aquilo que aparece ou se manifesta.”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O método fenomenológico abre mão de afirmar uma realidade ou coisa-em-si kantiana para voltar-se ao homem e sua experiência, oriundas tanto dos aspectos racionais quanto irracionais. Seu foco está em avaliar a experiência humana do mundo no âmbito das coisas como aparecem (fenômeno).</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Husserl, grande desenvolvedor desse método, buscou trabalhar aquilo que se manifesta, rompendo com a pretensão de pensar a coisa-em-si como anteriormente se fazia. Seu método consiste em dois pontos iniciais: a via negativa e a positiva. A primeira propõe uma epoché, suspensão de juízo, para analisar a coisa como é conhecida, como aparece ao sujeito. A segunda é o movimento próprio de dirigir-se a coisa após essa suspensão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>BIBLIOGRAFIA</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>HUSSERL, EDMUND. A crise da humanidade europeia e a filosofia. Porto Alegre: Edipucrs ed., 1966.</p>
<p>Disponível em &lt; http://educacao.uol.com.br/biografias/edmund-husserl.htm&gt;. Acesso em: 04 de janeiro de 2016.</p>
<p>CHAUI, MARILENA. Iniciação a Filosofia. São Paulo: Ática ed., 2011.</p>
<p>BUZZI, Arcângelo R. Introdução ao Pensar. 28ª ed. Petrópolis: Vozes ed., 2001.</p>
<p>LALANDE, A. Vocabulário técnico e crítico da Filosofia. São Paulo: Martins Fontes, 1993.</p>
<p>ABBAGNANO, N.&nbsp;<strong>Dicionário de filosofia</strong>. São Paulo: Martins Fontes, 2000.</p>
<p>HUSSERL, EDMUND. A ideia da Fenomenologia. Rio de Janeiro: Edições 70 ed., 2015.</p>
<p>MONDIN, Battista. Curso de Filosofia: os filósofos do ocidente. Vol. 3. São Paulo: Paulinas, 1987.</p>
<p>Disponivel em &lt; http://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/filosofia/a-fenomenologia-husserl-uma-breve-leitura.htm&gt; acesso em: 05 de janeiro de 2016.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
      </item>
      <item>
         <title><![CDATA[CULTO  INFANTIL]]></title>
         <link>https://prdenis.webnode.page/news/culto-infantil/</link>
         <description><![CDATA[CULTO&nbsp; INFANTIL
&nbsp;
Pr. Denis da Fonseca
&nbsp;
“Ouves o que estes estão dizendo?&nbsp; Respondeu-lhes Jesus: sim; nunca lestes: Da boca de pequeninos e crianças de peito tiraste perfeito louvor?”&nbsp; Mt. 21:16
&nbsp;
CULTO.
&nbsp;
Significado da palavra:
&nbsp;
&nbsp;
Culto [Do lat. Cultu.] S.m. 1. Adoração ou homenagem à divindade em qualquer de suas formas, e em qualquer religião. 2. Modo ou sistema de exteriorizar o culto. 3. Cerimônia de culto protestante. 4. Adoração, veneração,...]]></description>
         <pubDate>Tue, 22 Dec 2015 16:05:00 +0200</pubDate>
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         <category><![CDATA[Blog]]></category>
         <content:encoded><![CDATA[<p align="center">CULTO&nbsp; INFANTIL</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: rgb(5, 79, 143); font-size: 1.9em; line-height: normal;">Pr. Denis da Fonseca</span></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p>“Ouves o que estes estão dizendo?&nbsp; Respondeu-lhes Jesus: sim; nunca lestes: Da boca de pequeninos e crianças de peito tiraste perfeito louvor?”&nbsp; Mt. 21:16</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>CULTO</strong>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><u>Significado da palavra:</u></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Culto [Do lat. Cultu.] <em>S.m</em>. <strong>1</strong>. Adoração ou homenagem à divindade em qualquer de suas formas, e em qualquer religião. <strong>2</strong>. Modo ou sistema de exteriorizar o culto. <strong>3</strong>. Cerimônia de culto protestante.<strong> 4</strong>. Adoração, veneração, reverência, preito.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Culto na Bíblia</strong>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="margin-left:36.0pt;">§&nbsp; Salmo.&nbsp;&nbsp;&nbsp; 29:2</p>
<p style="margin-left:36.0pt;">§&nbsp; Salmo.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 5:7</p>
<p style="margin-left:36.0pt;">§&nbsp; Salmo.&nbsp;&nbsp;&nbsp; 89:7</p>
<p style="margin-left:36.0pt;">§&nbsp; Salmo.&nbsp;&nbsp;&nbsp; 93:5</p>
<p style="margin-left:36.0pt;">§&nbsp; Levítico.&nbsp; 10:3</p>
<p style="margin-left:36.0pt;">§&nbsp; João.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 4:24</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Objetivos do Culto Infantil:</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="margin-left:36.0pt;">1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Auxiliar a criança a reconhecer Cristo como seu Salvador e a recebe-lo como Senhor de sua vida. (João.1:12)</p>
<p style="margin-left:36.0pt;">2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Promover o amadurecimento espiritual da criança já salva (II Pedro. 3:18)</p>
<p style="margin-left:36.0pt;">3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Promover o ambiente adequado ao desenvolvimento da criança na adoração, o conhecimento da Bíblia e na comunhão com os irmãos (I Samuel. 2:26)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;<strong>Objetivos Educacionais do Culto Infantil:</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="margin-left:36.0pt;">1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Estimular a criança a desenvolver sua comunhão com Deus através do culto.</p>
<p style="margin-left:36.0pt;">2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Propiciar momentos em que a criança vivenciará a experiência de cultuar a Deus com o “outro”</p>
<p style="margin-left:36.0pt;">3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ajudar a criança a compreender que ela também pode e deve cultuar a Deus sozinha</p>
<p style="margin-left:36.0pt;">4.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Auxiliar a criança a compreender e aceitar o processo de transição para a participação no culto em conjunto com os adultos</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Elementos do Culto:</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><u>Texto base: Isaias 6:1-9</u></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="margin-left:36.0pt;">§&nbsp; Adoração – 3-4</p>
<p style="margin-left:36.0pt;">§&nbsp; Confissão – 5</p>
<p style="margin-left:36.0pt;">§&nbsp; Perdão – 6-7</p>
<p style="margin-left:36.0pt;">§&nbsp; Consagração – 8</p>
<p style="margin-left:36.0pt;">§&nbsp; Serviço – 9</p>
<p><strong>Ordem do Culto</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Oração</p>
<p>Saudações</p>
<p>Cânticos</p>
<p>Intercessão</p>
<p>Louvor</p>
<p>Leitura Bíblica</p>
<p>Proclamação da Palavra de Deus</p>
<p>Oração final</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Cultuar é:</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="margin-left:36.0pt;">§&nbsp; Vivificar a consciência, pela santidade de Deus.</p>
<p style="margin-left:36.0pt;">§&nbsp; Alimentar a mente com a vontade de Deus.</p>
<p style="margin-left:36.0pt;">§&nbsp; Purificar a imaginação pela beleza de Deus</p>
<p style="margin-left:36.0pt;">§&nbsp; Abrir o coração para o amor de Deus</p>
<p style="margin-left:36.0pt;">§&nbsp; Dedicar a vontade ao propósito de Deus</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Culto Infantil:</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O Culto Infantil é uma oportunidade para os pequeninos descobrirem Deus e desenvolverem sua comunhão com Ele, percebendo que são por natureza verdadeiros adoradores e que somos nós que precisamos imita-las e não elas a nós.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Culto Infantil não é:</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="margin-left:36.0pt;">§&nbsp; Espaço para encher lingüiça</p>
<p style="margin-left:36.0pt;">§&nbsp; Colônia de Férias</p>
<p style="margin-left:36.0pt;">§&nbsp; Cultinho</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Importância do Culto Infantil:</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A criança tem capacidade de responder a Deus e se comunicar com Ele. Somente porque as respostas e a comunicação não estão no nível dos adultos, não se pode desprezar seu valor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Se tivermos a visão correta do significado e importância do culto em nossas vidas (esse aspecto foi trabalhado por mim no encontro anterior), nossas crianças também assimilariam em suas próprias vidas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O Culto Infantil é uma ferramenta poderosa nas mãos de alguém que se coloca na dependência de Deus para fazer sua vontade. &nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Bases Bíblicas para a nossa responsabilidade com as crianças:</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mt. 19:13-15</p>
<p>Mc. 10:13-16</p>
<p>Dt. 4:9, 11-19, 31:12-13</p>
<p>At. 22:3</p>
<p>Pv. 22:6</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Bases Bíblicas para o Culto Infantil:</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mt. 21:15-16</p>
<p>Js. 8:35</p>
<p>II Cr. 20:13</p>
<p>Ed. 8:21</p>
<p>Ne. 12:43</p>
<p>Sl. 148:12-13, 150:6,8,2</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>MAIS CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEMA.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Como vai o culto infantil em minha igreja?</p>
<p>Espero que bem. Infelizmente algumas pessoas estão dizendo que não vai bem. Elas nem sabem por que a igreja tem um culto para crianças. É para tomar conta das crianças? É para os pais ficarem mais livres durante o culto? É para liberar mais espaço do santuário da igreja? A tese deste fascículo é que o culto para crianças (ou o culto infantil, como é chamado em muitas igrejas) existe para que as crianças possam participar plenamente de um culto que oferece atividades, músicas, mensagens ao seu nível de compreensão e desenvolvimento. Nosso desejo é que as pessoas que lideram os cultos para crianças possam afirmar: “Os cultos para crianças em nossa igreja vão muito bem, obrigado!”</p>
<p>Como é o culto infantil?</p>
<p>É claro que este culto não é mera reprodução do culto dos adultos. Também não é um “cultinho” onde as crianças brincam de “igrejinha”. Nem é uma segunda Escola Bíblica Dominical. Também não é a hora do recreio ou o ensaio do coro.</p>
<p>É, de fato, um culto; uma experiência de louvor e adoração, que leva as crianças à presença de Deus e faz com que suas vidas sejam transformadas.</p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p>As Igrejas que negligenciam as suas crianças terão em conseqüência e em curto espaço de tempo, adolescentes e jovens que negligenciará a Igreja.</p>
<p align="center">&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
      </item>
      <item>
         <title><![CDATA[CONSIDERAÇÕES ACERCA DE NIETZSCHE]]></title>
         <link>https://prdenis.webnode.page/news/consideracoes-acerca-de-nietzsche/</link>
         <description><![CDATA[“Para muitos pensar é uma tarefa fastidiosa. Para mim, nos meus dias felizes, uma festa e uma orgia”.
Friedrich Nietzsche.
&nbsp;
INTRODUÇÃO
&nbsp;
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nesse trabalho vamos apresentar sem pretensão, alguma considerações sobre o pensamento de Nietzsche e nossa intenção é documentar a apreciação pelo tema “A Morte de Deus” e outros decorrentes do mesmo pensamentos, sempre de forma geral, lembramos que a curiosidade é a expressão...]]></description>
         <pubDate>Mon, 14 Dec 2015 13:07:00 +0200</pubDate>
         <guid isPermaLink="true">https://prdenis.webnode.page/news/consideracoes-acerca-de-nietzsche/</guid>
         <category><![CDATA[Blog]]></category>
         <content:encoded><![CDATA[<p style="margin-left:212.4pt;">“Para muitos pensar é uma tarefa fastidiosa. Para mim, nos meus dias felizes, uma festa e uma orgia”.</p>
<p align="right" style="margin-left:106.2pt;">Friedrich Nietzsche.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="line-height: 1.5em; font-size: 0.8em;">INTRODUÇÃO</span></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nesse trabalho vamos apresentar sem pretensão, alguma considerações sobre o pensamento de Nietzsche e nossa intenção é documentar a apreciação pelo tema “A Morte de Deus” e outros decorrentes do mesmo pensamentos, sempre de forma geral, lembramos que a curiosidade é a expressão máxima da vontade de conhecer. Abordamos os tópicos assim organizados: Os tipos de conhecimento, onde mostramos os principais pressupostos das formas de conhecer, em seguida apresentamos um pouco da biografia de Nietzsche, bem como sua contribuição sobre o assunto e terminamos com a temática atual sobre Deus, sempre problematizando sucintamente o conteúdo como um todo, com a finalidade de continuar a explorar o tema de forma que sua compreensão seja agradável aos leitores promovendo a necessidade de uma busca pessoal. Para tal vamos apresentar as maneiras&nbsp; que o homem tem usado para matar Deus.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Espero que esse trabalho seja de grande proveito intelectual ou não, já que buscarei trazer de forma rápida os conceitos principais sobre o tema abordado, que ao menos seja o início de uma busca maior.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="line-height: 1.5em; font-size: 0.8em;">Palavras-Chave: Filosofia, Zaratustra, niliismo, morte, Deus, cristianismo, dionisíaco, apolínio, eterno retorno, vida, conhecimento, super-homem, transvaloração.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>I - TIPOS DE CONHECIMENTO – O QUE ALGUNS DESCONHEÇE.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O&nbsp;<strong>conhecimento</strong>&nbsp;está diretamente ligado ao homem, à sua realidade. O conhecimento pretende idealizar o bem estar do ser humano, logo o conhecimento advém das relações do homem com o meio. O indivíduo procura entender o meio partindo dos pressupostos de interação do homem com os objetivos. É uma forma de explicar os fenômenos das relações, seja, entre sujeito/objeto, homem/razão, homem/desejo ou homem/realidade. A forma de explicar e entender o conhecimento passa por várias vertentes como:&nbsp;conhecimento empírico&nbsp;(vulgar ou senso comum), conhecimento filosófico,&nbsp;conhecimento teológico&nbsp;e&nbsp;conhecimento científico.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O conhecimento empírico surge da relação do ser com o mundo. Todo ser humano apodera-se gradativamente deste conhecimento, ao passo que lida com sua realidade diária. Não há uma preocupação direta com o ato reflexivo, ocorre espontaneamente. É um conhecimento do tipo abrangente dentro da realidade humana. Não está calcada em investigações.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O conhecimento filosófico surge da relação do homem com seu dia-a-dia, porém preocupa-se com respostas e especulações destas relações. Não é um conhecimento estático, ao contrário sempre está em transformação. Considera seus estudos de modo reflexivo e crítico. É um estudo racional, porém não há uma preocupação de verificação.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O conhecimento teológico preocupa-se com verdades absolutas, verdades que só a fé pode explicar. O sagrado é explicado por si só. Não há importância a verificação. Acredita-se que o conhecimento é explicado pela religião, pela fé. Tudo parte do religioso, os valores religiosos são incontestáveis. (portanto a Bíblia não é um livro que entendemos pela fé).</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O conhecimento científico precisa ser provado. O conhecimento surge da dúvida e comprovado concretamente, gerando leis válidas. É passível de verificação e investigação, então acaba encontrando respostas aos fenômenos que norteiam o ser humano. Usa os métodos para encontrar respostas através de leis comprobatórias, as quais regem a relação do sujeito com a realidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>II - CONHECENDO UM POUCO DE NIETZCHE</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Friedrich Nietzsche (1844-1900) foi um filósofo e escritor alemão de grande influência no Ocidente. Sua obra mais conhecida é “Assim Falava Zaratustra”. O pensador estendeu sua influência para além da filosofia, penetrando na literatura, poesia e todos os âmbitos das belas artes. Friedrich Wilhelm Nietzsche nasceu em Röchem, na Alemanha, no dia 15 de outubro de 1844. Era filho neto e bisneto de pastores protestantes. Com cinco anos de idade ficou órfão de pai, passando sua infância com a mãe, a irmã e duas tias. Durante A juventude pretendia seguir o exemplo do pai e dedicou-se à leitura da Bíblia. Com 14 anos recebeu uma bolsa de estudos de preparação para o clero. Destacou-se nos estudos religiosos, literatura alemã e estudos clássicos, porém começou a questionar os ensinamentos do Cristianismo.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Friedrich Nietzsche formou-se em 1864 e continuou seus estudos em Teologia e Filologia clássica, na Universidade de Bonn, mas abandonou Teologia para estudar as obras dos filósofos Kant e Schopenhauer e do compositor Wagner. Em 1869 foi nomeado professor de Filologia na Universidade da Basileia, mas deixou a vida acadêmica por um tempo, quando entrou para a vida militar. Durante a guerra franco-prussiana serviu como enfermeiro por um breve período, retornando com problemas de saúde.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em 1871, publicou seu primeiro livro, “O Nascimento da Tragédia”, dedicado ao amigo Wagner. A segunda edição foi pulicada em 1875, com um adendo sobre "Helenismo e Pessimismo". Na obra ele contrasta os deuses Dionísio e Apolo. Em 1879, com a saúde abalada, com crises constantes de cefaleia, problemas de visão e dificuldade para falar se vê obrigado a se aposentar.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em 1883 publicou “Assim Falou Zaratustra”, sua obra mais conhecida, que mesclava um estilo bem peculiar entre a reflexão filosófica e a poesia. Nesse livro, ao criticar o pensamento tradicional, Nietzsche estabeleceu um novo padrão de valores. Para o filósofo, não existiam de forma inata no homem o bem e o mal, a verdade e a mentira, a beleza e o feio, mas sim o desejo do poder. Segundo o pensador, os valores tradicionais foram formatados pela cultura judaico-cristã, que pregava a humildade e a submissão.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O pensamento de Nietzsche influenciou as ideias de Eugenismo<a href="#_ftn1" name="_ftnref1" title="">[1]</a> - cujo teor era o rumo da sociedade guiada pelos mais fortes. Outras obras escritas pelo pensador foram “Para Além do Bem e do Mal” (1886), primeira crítica séria da modernidade, “Genealogia da Moral” (1887) e “Anticristo” iniciada em 1888 e só publicada em 1895, na qual faz uma comparação com outras religiões, criticando com veemência a mudança de foco que o cristianismo opera, uma vez que o centro da vida passa a ser o além e não o mundo presente. Sua fase criativa foi interrompida em 03 de janeiro de 1889, com uma crise de loucura, que durou até sua morte no dia 25 de agosto de 1900.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; As ideias-chave de Nietzsche incluíam a crítica à dicotomia apolíneo/dionisíaca, o&nbsp;<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Perspectivismo" title="Perspectivismo">perspectivismo</a>, a&nbsp;<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Vontade_de_poder" title="Vontade de poder">vontade de poder</a>, a "<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Deus_Est%C3%A1_Morto" title="Deus Está Morto">morte de Deus</a>", o&nbsp;<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Super_Homem_(filosofia)" title="Super Homem (filosofia)"><em>Übermensch</em></a>&nbsp;(<em>Além-Homem</em>) e&nbsp;<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Eterno_retorno" title="Eterno retorno">eterno retorno</a>. Sua filosofia central é a ideia de "afirmação da vida", que envolve questionamento de qualquer doutrina que drene uma expansiva de energias, porém socialmente predominantes essas ideias poderiam ser.&nbsp;Seu questionamento radical do valor e da objetividade da verdade tem sido o foco de extenso comentário e sua influência continua a ser substancial, especialmente na tradição<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Filosofia_continental" title="Filosofia continental">filosófica continental</a>&nbsp;compreendendo&nbsp;<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Existencialismo" title="Existencialismo">existencialismo</a>,&nbsp;<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%B3s-modernidade" title="Pós-modernidade">pós-modernismo</a>&nbsp;e<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%B3s-estruturalismo" title="Pós-estruturalismo">pós-estruturalismo</a>. Suas ideias de superação individual e transcendência além da estrutura e contexto tiveram um impacto profundo sobre pensadores do final do&nbsp;século XX&nbsp;e início do&nbsp;século XXI, que usaram estes conceitos como pontos de partida para o desenvolvimento de suas filosofias.&nbsp;Mais recentemente, as reflexões de Nietzsche foram recebidas em várias abordagens filosóficas que se movem além do<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Humanismo" title="Humanismo">humanismo</a>, por exemplo, o&nbsp;<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Transumanismo" title="Transumanismo">transumanismo</a>.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nietzsche começou sua carreira como&nbsp;<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Filologia_cl%C3%A1ssica" title="Filologia clássica">filólogo clássico</a>&nbsp;— um estudioso da crítica textual grega e romana&nbsp;— antes de se voltar para a filosofia. Em 1869, aos vinte e quatro anos, ele foi nomeado para a cadeira de Filologia Clássica na&nbsp;<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_de_Basileia" title="Universidade de Basileia">Universidade de Basileia</a>, a pessoa mais jovem a ter alcançado esta posição.&nbsp;Em 1889, com quarenta e quatro anos de idade, ele sofreu um colapso e uma perda completa de suas faculdades mentais. A composição foi posteriormente atribuída a&nbsp;<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Paresia" title="Paresia">paresia</a>&nbsp;geral atípica devido a<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADfilis#S.C3.ADfilis_terci.C3.A1ria" title="Sífilis">sífilis terciária</a>, mas este diagnóstico vem entrado em questão.<sup><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Friedrich_Nietzsche#cite_note-6">[6]</a></sup>&nbsp;Nietzsche viveu seus últimos anos sob os cuidados de sua mãe até a morte dela em 1897, depois ele caiu sob os cuidados de sua irmã,&nbsp;<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Elisabeth_F%C3%B6rster-Nietzsche" title="Elisabeth Förster-Nietzsche">Elisabeth Förster-Nietzsche</a>&nbsp;até a sua morte em 1900.</p>
<p style="margin-left:1.2pt;"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Assim_Falou_Zaratustra" title="Assim Falou Zaratustra">Assim Falou Zaratustra, um Livro para Todos e para Ninguém</a>&nbsp;(Also Sprach Zarathustra, Ein Buch für Alle und Keinen, 1883-85). Nessa trama centrada na figura do sábio solitário Zarathustra, o conceito do&nbsp;<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Al%C3%A9m-Homem" title="Além-Homem">super-Homem</a>&nbsp;surge necessário quando o homem já não mais se identifica com os seus semelhantes, com os demais homens. A necessidade da superação, reafirmando os valores imutáveis da natureza (como a força vital, o amor e o devir) tornam-se indispensáveis para que não se perca a própria identidade em meio ao caos do mundo, mesmo que isso não seja aceito ou bem interpretado pela sociedade .</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nietzsche vai recorre ao pensamento de Darwin<a href="#_ftn2" name="_ftnref2" title="">[2]</a> para elaborar esse novo Homem, que se alcança pela seleção natural, aqueles com características mais eficientes para se adaptar a seu meio-ambiente sobrevivem. O conceito de que só os fortes sobrevivem gera a ideia desse além Homem.</p>
<p>III - DEUS ESTÁ MORTO. QUEM PODERÁ RESSUSCITÁ-LO?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>É hora de dosar o dionisiaco e o apoliniaco, chega de coisas com muito sentido fico pensando como Nietzsche reagiria ao tomar conhecimento de tudo que é falado e pensado sobre ele nos dias de hoje, em meio a pessoas que se dizem e se acham sábias para si mesmas e fazem que outros também os vejam dessa forma.</p>
<p>É privilégio poder discutir o grande filósofo Nietzsche a sombra de seus livros e seus atos, tão insanos como os de qualquer ser humano. Sim, tendo por base o seu grande postulado, (ganhou peso como o cógito de Descartes), nos referimos a uma ideia que só foi claramente divulgada em seu livro “A Gaia e a Ciência” de 1877, onde Nietzsche proclama a morte de Deus.</p>
<p>Pessoas outras também troxeram da mesma forma, atos, ideias e consideraçõs acerca de Deus, como por exemplo: que alguém disse que “nem Deus afundaria o navio Titanic”<a href="#_ftn3" name="_ftnref3" title="">[3]</a>, ou atribiu o assassinato de Jonh Lennon que em entrevista em 1966, quando disse:</p>
<p style="margin-left:70.8pt;">“não sei quem que vai passar primeiro, o rock ou o cristianismo... nós somos mais populares que Jesus no momento”. A frase enfureceu milhares de fãs cristãos, que chegaram a fazer reuniões para queimar discos da banda. Lennon se desculpa mais tarde: “Me desculpem por ter dito isso. Eu não quis que isso parecesse um libelo anti-religioso”, admitiu, na época.</p>
<p style="margin-left:70.8pt;">&nbsp;</p>
<p>Para a ignorância e senso comum não há doutores e mestres em qualquer área do conhecimento que não corrobore com essas ou outras afirmações desse tipo, como seria se não houvesse espaço para os chamados loucos nesse mundo de sábios. Devemos lembrar do filme A última paixão de Cristo, e atentar para um detalhe muito importante, ou seja, no início, há uma informação: esse filme não foi baseado nos evangelhos. Acredito que Nietzsche se esqueceu de avisar para as pessoas que de uma maneira ou de outra que seus escritos e pensamentos eram absolutamente pessoais e que não havia pretenção de que os mesmos se tornassem uma doutrina ou base para qualquer coisa.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Friedrich Nietzsche afirmou<a href="#_ftn4" name="_ftnref4" title="">[4]</a>:</p>
<p style="margin-left:63.8pt;">Nunca ouviram falar desse louco que acendia uma lanterna em pleno dia e desatava a correr pela praça pública gritando sem cessar: “Procuro Deus! Procuro Deus!” – como havia ali muitos daqueles que não acreditavam em Deus, seu grito provocou grande riso. “Estava perdido?” – dizia um. “Será que se extraviou como uma criança?” – perguntava outro. “Será que se escondeu?” “Tem medo de nós?” “Embarcou?” “Emigrou?” – Assim gritavam e riam ao mesmo tempo. O louco saltou no meio deles e trespassou-os com o olhar. “Para onde foi Deus?” – exclamou – “É o que vou dizer. Nós o matamos – vocês e eu! Nós todos, nós somos seus assassinos! Mas como fizemos isso? Como conseguimos esvaziar o mar? Quem nos deu uma esponja para apagar o horizonte? Que fizemos quando desprendemos esta terra da corrente que a ligava ao sol? Para onde vai agora? Para onde vamos? Longe de todos os sóis? Não estamos incessantemente caindo? Para adiante, para trás, para o lado, para todos os lados? Haverá ainda um acima e um abaixo? Não estamos errando como num nada infinito? O vazio não nos persegue com seu hálito? Não faz mais frio? Não vêem chegar a noite mais sempre noite? Não será preciso acender os lampiões antes do meio dia? Não ouvimos naa ainda do barulho que fazem os coveiros que enterram Deus? Não sentimos nada ainda da decomposição divina? – os deuses também se decompõem! Deus morreu! Deus continua morto! E fomos nós que o matamos! Como havemos de nos consolar, nós, assassinos entre os assassinos! O que o mundo possui de mais sagrado e de mais poderoso até hoje sangrou sob nosso punhal – quem nos lavará desse sangue? Que água nos poderá purificar? Que explicações, que jogos sagrados seremos forçados a inventar? A grandeza desse ato não é demasiado grande para nós? Não seremos forçados a nos tornarmos nós proprios deuses? Nunca houve ação mais grandiosa e aqueles que nascerem depois de nós pertencerão, por causa dela, uma história mais elevada do que foi alguma vez toda essa história”. O insensato se calou depois de pronunciar estas palavras e voltou a olhar para seus ouvintes: também eles se calaram e o fitaram com espanto.</p>
<p style="margin-left:63.8pt;">Finalmente kogou a lanterna ao chão, de tal modo que se partiu e se apagou. E entãodisse: “Chego cedo demais, meu tempo ainda não chegou. Esse acontecimento enorme ainda está a caminho, caminha – e ainda não chegou aos ouvidos dos homens. O relampago e o trovão precisam de tempo, a luz dos astros precisa de tempo, as ações precisam de tempo, mesmo quando foram executadas, para serem vistas e entendidas. Esse ato está ainda mais distante do que o astro mais distante&nbsp; - e, no entanto, foram eles que o fizeram!” – Conta-se ainda que esse louco entrou nesse mesmo dia em diversas igrejas e entoou seu Requiem aeternam Deo<a href="#_ftn5" name="_ftnref5" title="">[5]</a>. Expulso e interrogado, teria respondido inateravelmente a mesma coisa: “Para que servem essas igrejas, se não são os túmulos de Deus?”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Observando o texto, podemos entender a luz da propria filosofia, mesmo para os mais desatentos, que a ideia da morte de Deus, do ponto de vista de Nietzsche é senão uma tentativa de romper com a metafisica e o pensamento religioso cristão. Se existe uma cosmogonia<a href="#_ftn6" name="_ftnref6" title="">[6]</a> e uma cosmologia<a href="#_ftn7" name="_ftnref7" title="">[7]</a>, devemos supor que para o filosofo o real e verdadeiro é o que existe da solidão a loucura. Uma história da Filosofia presupõe a existência de Deus, de Platão, passando pela Escolástica e pela Patrística e deparamos na filosfia Moderna e Contemporânea, ali, presente, latente e pulsante está a presença marcante de DEUS.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Não podemos confundir pensamento religioso cultural com a tentativa de mudança de um pensamento que assolou o mundo durante séculos, ou seja, o pensamento da idade média, tudo que existe entre o bem e o mal, ou senão uma fuga de toda a metafísica, Nietzsche, não mata Deus, até porque não seria a Filosofia que durante séculos se ocupou da deidade? Não se mata Deus, Deus existiu? Sim, para Nietzsche Deus existiu e foi amigo íntimo de seu pai, devemos ter por pressusposto que para que alguém morra é necessário que esse tenha existido. O Desapontamento nitzschiano é o mesmo que temos hoje, é muito fácil colocar tudo nas mãos de Deus, esse mesmo Deus que nos fez a sua imagem e semalhança, ou seja, seres morais. Só não&nbsp; temos a coragem de fazer tal declaração: DEUS ESTÁ MORTO, para entender o que essa sentença propõe, basta entrar em qualquer igreja cristã.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Deus morreu, e o velório é na igreja, Deus morreu e não tem direito a carpideiras, Deus morreu e não tem se quer um túmulo, pois será eternamente velado nas missas e demais reuniãos cristãs, usamos a hashtag<a href="#_ftn8" name="_ftnref8" title="">[8]</a> (<em>#prontofalei</em>).</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O ateismo nitzschiano, aqui definido dessa forma, é senão toda a expressão da religiosidade do <em>pós-contemporâneo</em><a href="#_ftn9" name="_ftnref9" title="">[9]</a>, como assim, simples, Deus é meu provedor, Deus é semelhante ao deus de Marcião<a href="#_ftn10" name="_ftnref10" title="">[10]</a>, ou até pior. É confortante a existência de um deus que nos autiriza a matar, roubar, mentir, adulterar, odiar o próximo e o distante, um deus que tem por objetivo e finalidade me fazer rico, poderoso, bem sucedido, com saúde e amado. E para o Deus que supostamente Nietzche matou, tras um vazio existêncial imenso e com isso será necessário uma nova configuração ética e moral para humanidade.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A sua meta é atingir uma parte especifica da humanidade, os homens superiores, a quem Cristo ignorou. Zaratustra é sim um Cristo da elite, pois Nietzsche escreveu o evangelho do super-homem - o que anuncia um novo tempo, uma era em que Deus morreu, na qual o Homem se apressa para assumir o poder na totalidade, na qual terá que arcar com as consequências morais e éticas de um mundo sem Deus. Para tanto, ele, o super-homem, operará a transvaloração. Tudo o que o cristianismo estigmatizara o orgulho, o egoísmo, a riqueza, a vontade de poder, a sensualidade e a nobreza de espírito deverá voltar a modelar e inspirar a humanidade. A resignação, a docilidade e o servilismo, por sua volta, serão sucedidos pela ação, pela inconformidade e pelo domínio. Nietzsche afirma:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="margin-left:70.8pt;">Como o conjunto dos juízos morais se modificou! Essas obras primas das moralidade antiga, as mais prodigiosas de todas, como o gênio de Epitecto<a href="#_ftn11" name="_ftnref11" title="">[11]</a>, nada sabiam da glorificação hoje corrente do espírito de sacrifício, da vida em prol dos outros; segundo nossos modos morais, seria necessário literalmente taxá-los de imoralidade, pois lutaram com todas as suas forças por seu ego e contra a compaixão que os outros nos inspiram (sobretudo em relação a seus sofrimentos e suas enfermidades morais). Talvez eles nos respondessem: “Se não para vocês mesmos objeto de tamanho aborrecimento ou espetáculo tão odioso, fazem bem em pensar nos outros mais que em vocês!”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O choro, tristeza e a murmuração do resignado cederá lugar ao grito do forte! O homem não mais podia se curvar diante de mandamentos divinos. Mas deveria ele mesmo guiar-se, assim seguindo os seus próprios desígnios. Somente esse homem é quem poderá conduzir sua vida e fazer as suas escolhas. E, acima de tudo, como ser moral escolher uma delas, sejam elas boas ou más. Nietzsche denomina de forma emblemática: “<em>a transvaloração de todos os valores<a href="#_ftn12" name="_ftnref12" title=""><strong>[12]</strong></a>”</em>.&nbsp; Os valores antigos e tradicionais estão ultrapassados, perderam totalmente o sentido nessa nova configuração. Esses arcaicos valores devem ceder espaço para o surgimento de novos valores. Não mais baseados em uma ética e moral religiosas, e ou muito menos metafísicas. Mas prescritas pelo próprio homem. Porém não é qualquer homem. Tem de ser um homem superior. Não o que prometa felicidade e gozo no transcendente, mas no concreto no existente, ou seja, na vida, nesta vida. Este homem superior, portanto, é o super homem (além-Homem), literalmente&nbsp;<em>homem&nbsp;</em>superior, passando a ser denominado também de super-homem. Entretanto, esse super-homem não tem qualquer conexão com o herói em quadrinhos. Conforme afirma Penzo:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="margin-left:70.8pt;">Nietzsche, em seu filosofar, não pode ser identificado como um filósofo portador de um discurso periculoso e trágico. Pelo contrário, essa suposta carga negativista e pessimista que se verifica nos seus escritos, ressoam, em quase todas as suas abordagens, como um manifesto de reivindicação e de superação da condição existencial humana. Em Assim falou Zaratustra, Nietzsche destaca a necessidade do anúncio do super-homem. Nele, Zaratustra, seu personagem principal, proclama a falência da civilização e a aurora de uma nova era. É o anúncio de que o homem deve superar a si mesmo, à sua potencialidade negada. Procurando sacudir o velho homem, que vivia enclausurado no seu pessimismo e ilusão, o novo pretende ser substituto daquele. O superar típico do super-homem, entendido como ato de abertura para o nada ou para o sagrado, nada mais é do que a própria vontade de poder. O super-homem como superação implica a dimensão do divino, que, segundo Nietzsche, seria um “ponto” na vontade de poder. Sendo assim, o divino não é uma coisa separada do homem, tampouco uma realidade para fora de si e que tem poder de manipulação, mas o divino e o humano se encontram no ato contínuo e ininterrupto de superação do objeto conhecido e, por conseguinte, na consciência do não-poder em relação ao não-objeto, isto é, ao nada.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Desta forma, muda radicalmente a concepção metafísica do conhecer como esperança e a de Deus como causa última de segurança. Para Nietzsche, a segurança na raiz metafísica leva o homem a experienciar a convicção e a segurança, levando-o a ver Deus como objeto último de sua esperança, donde provêm a sua fé e a sua verdade absolutizada. Nessa linha, seria catastrófico para o homem, sedimentado em terreno metafísico, ouvir a proclamação da morte de Deus, pois ela acentua a natureza do medo e de todo drama da existência, visto que pensar na sua ausência assinalaria o declínio da esperança e o estabelecimento da incerteza. O anúncio da morte de Deus, portanto, não se trata de propagar ideias anti-teístas. Não pretende ser a disseminação do ateísmo. Mas em dar bases sólidas a um novo conceito sobre o homem e sobre Deus. A morte de Deus, para Nietzsche, representa o fim e a queda da formulação do Deus que a metafísica clássica ocidental construiu: o de ser absoluto e supremo. Quer dizer que a ideia do Deus do cristianismo deveria morrer na consciência do ser humano enquanto mantenedor do sistema tradicional de valores. Como resultado disso, alguém deveria ocupar o seu lugar – o próprio homem.&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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<p>IV - NIETZSCHE E A CRISE DA MODERNIDADE.</p>
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<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O que seria essa crise moderna, um desejo de retorno ao princípio da filosofia e os ideais gregos ou um mero combate de filósofos apontando sempre o erro no pensamento de outro e criando sobre o que foi estabelecido? Se esse ou aquele, o certo é que voltamos a Parmênides x Heráclito e continuamos com Kant x Hegel.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;Quando estudamos Filosofia ou temos o prazer de uma leitura, sempre nos deparamos com arcabouços de toda a espécie (para alguns um caminhão de futilidades), mas para os que aprenderam a ver o mundo de outra forma, ou seja, quando a&nbsp; cosmovisão<a href="#_ftn13" name="_ftnref13" title="">[13]</a>&nbsp; vai além do que se vê e é apontado pelos sentidos, compreendemos a importância da Filosofia e seu aspecto utilitarista e como tal os postulados dos “mestres” dessa ciência/arte que não prova e não cria nada (grifo meu). Nietzsche não está fora desse cenário, embora odiado por muitos ele ainda inspire o pensamento humano.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Recentemente observou- se um artigo publicado no Jornal O Globo<a href="#_ftn14" name="_ftnref14" title="">[14]</a>, do cronista Marcos Tavares do Amaral<a href="#_ftn15" name="_ftnref15" title="">[15]</a> com o seguinte título: “O erro de Zaratustra”, onde passamos a considerar sua abordagem bem contextualizada, assim ele inicia:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="margin-left:70.8pt;">É Nietsche quem nos conta, Zaratustra passara 20 anos na montanha, na companhia dos seus animais sagrados, a serpente e a água. Meditara sobre o sofrimento e suas causas. Um dia sentiu que seu trabalho estava feito e seu tempo, chegado. Decidiu descer para as cidades dos homens.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Um mundo em crise, um momento que se arrasta tremendamente pós-contemporâneo onde tudo parece ter perdido o sentido e que com o mundo globalizado a cultura deixa de ser patrimônio de um povo para ser algo compartilhado mundialmente, de forma única, onde ser sábio é demostrar toda uma ignorância. Vejamos o texto, um homem velho rezando, um jovem que termina seu tempo de reclusão, sem trocarem uma só palavra, um se compadece do outro, o primeiro porque reza a um Deus morto e o segundo que pensa poder reformular o mundo.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Uma necessidade utópica é sempre assim: da Alegoria da Caverna de Platão ao ato que marca a história da humanidade, ou seja, a morte e ressureição de Jesus Cristo, agora nesse texto caracterizado por Zaratustra que quer ensinar aos homens que por serem demasiadamente humanos e por isso carregaram todo o peso de suas vidas nas costas e ainda toda uma ética e valores, a semelhança de um <strong>camelo</strong>. Para ele era o momento desses homens vir-a-ser <strong>leões</strong>, sabendo que no fim da estrada o devir <strong>criança</strong> é para sempre.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O autor demostra seu conhecimento ao fazer uma síntese do pensamento de Sócrates a Nietzsche, deixando escapar a potência dos homens sem potencia e a certeza vã de Zaratustra, assim descrito no texto:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="margin-left:70.9pt;">A vida, pensava Zarathustra, desde Sócrates perdera a tensão trágica, a força de se sustentar entre a demasia embriagada de Dionísio, deus do vinho, e a disciplina luminosa de Apolo, o sol. Durante um par de séculos os gregos tinham suportado jubilosamente esse dilaceramento, superabundância de potência. Depois os medrosos da vida deixaram de aguentar tamanha força e eliminaram Dionísio, adotaram a luz apolínea como lei. Fizeram dela um absoluto e condenaram a Humanidade a carregar seu peso. Culpa de Sócrates. Era chegado o momento de vencer Sócrates e restaurar o reino da potência. Resgatá-la da humilhação de tanta subserviência desfibrante. Zarathustra olhava para os homens como se fossem os últimos, o último homem, o que deseja morrer. Assim pensava Zarathustra. Ia lhes ensinar a potência de viver além de bem e mal, acima dos valores vazios da humilhação da vida.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Agora Zaratustra é visto como o homem da caverna de Platão são visíveis seus olhos atônitos não com o brilho do sol, mas sim pela humanidade que o rejeitará e assim volta para a sua solidão, agora nem mesmo os que rezam lhe interessam e são por ele ignorados, agora o que lhe resta é a sua sabedoria e sua solidão. Será que nesse momento Nietzsche e Zaratustra se igualam e se complementam? Um eterno retorno? (conceito que o filosofo não esclareceu), mas hoje podemos acreditar que&nbsp; esse tema de que as coisas e nós mesmos podemos retornar &nbsp;na mesma forma e conteúdo, faz de nós&nbsp; seres de pensamento livre os grandes responsáveis por nossos atos, atitudes e escolhas, assim como exemplo de Zaratustra que depois da decepção com a humanidade resolve voltar para a sua solidão.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Como seremos obrigados a vivê-las infinitas vezes, precisamos fazer o melhor possível, aqui e agora. A grandeza do pensamento, a pequenez dos atos um resumo de tudo que somos e vivemos o nosso grande erro..., acreditar..., acreditar na vida ou permitir que a vida acredite em nós, em um determinado momento terá que partir não o autor da crônica, mas a afirmação de Nietzsche se fazendo valer de seu, seu personagem que afirma:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="margin-left:70.8pt;">E quando, pensativa, a vida lhe diz que ele não é bastante fiel, porque em breve quererá deixá-la, e Zaratustra responde segredando-lhe alguma coisa ao ouvido – o eterno retorno? -, a vida se espanta: “Tu sabes isto, Zaratustra? Ninguém sabe isto...”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quantas vezes o homem desiste, talvez não tenha superado sua natureza de simples homem para se tornar um super-homem. Foi uma pena, Zaratustra desistiu, desistiu dele e desistiu da humanidade, uma humanidade que não estava preparada para ele, conforme afirma o autor:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="margin-left:70.8pt;">Foi o erro de Zarathustra. A Humanidade precisava dele. Mas ele, sobretudo ele, precisava da Humanidade. Abandonou-a. Devia ter ficado. E aprendido. Não sabia que o mais alto vem do mais baixo, e a alegria não tem a si mesma como padrão. A alegria precisa do sofrimento. Zarathustra teve medo do sofrimento. A coragem que o trouxera para baixo foi se esterilizar na solidão do alto. Zarathustra não tinha esperança. Não estava preparado para a Humanidade, que caminha na sua própria história. Por uma estrada que não tem fim. Não é para ser superada, é para ser andada. Levará, quem sabe, a um lugar que os homens poderão amar. E Zarathustra não estará lá para acompanhá-los. Pena, Zarathustra desistiu.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Zaratustra se cansou da teimosia da humanidade e perdeu.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="line-height: 1.5em; font-size: 0.8em;">CONCLUSÃO</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="margin-left:70.8pt;">Ninguém se engane a si mesmo; se alguém dentre vós se tem por sábio neste mundo, faça-se louco para se tornar sábio. Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus; pois está escrito: Ele apanha os sábios na sua própria astúcia; e outra vez: O Senhor conhece as cogitações dos sábios, que são vãs. &nbsp;Portanto ninguém se glorie nos homens; porque tudo é vosso; seja Paulo, ou Apolo, ou Cefas; seja o mundo, ou a vida, ou a morte; sejam as coisas presentes, ou as vindouras, tudo é vosso, e vós de Cristo, e Cristo de Deus. 1Co 3.18-23</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nesse trabalho, ralizado como sugerido pelo professor, de falar qualquer coisa sobre Nietzsche, trabalhamos a proposta de em breve análise traçar algumas consideraçõs sobre a morte de Deus e buscar entender o pensamento nitzschiano entendendo os porques do martelo metafísico e a desilusão com séculos do pensamento religioso, principalmente com as promessas além-mundo, numa utopia fora desse mundo, isso seria um dizer assim: se estou alegre eu bebo para comemorar, se estou triste eu bebo pra esquecer, e se não acontece nada eu bebo também, em outras palavras, se eu estou feliz é porque Deus está me abençoando, se eu estou triste é porque Deus está me provando, e se nada de nada é porque Deus está no controle.</p>
<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O niilismo do homem pós contemporãeo já não se vê sentido em nada, apenas trajédia, sim, coisa de fácil observação, independente de Deus, o homem precisa dessa tranavaloraçã e seguir, acreditando que Deus dotou o homem para ser senhor de sua própria vida, pois é isso que estamos vendo e vivemdo. &nbsp;&nbsp;&nbsp; Viva Nietzsche que como um profeta profano anteviu tudo isso e não podendo fazer nada pela sociedade de seu tempo, voltou para sua caverna ou seria a montanha de Zaratustra ou até quem sabe se enclausurou em sua própria loucura.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>E quando, pensativa, a vida lhe diz que ele não é bastante fiel, porque em breve quererá deixá-la, e Zaratustra responde segredando-lhe alguma coisa ao ouvido – o eterno retorno? -, a vida se espanta: “Tu sabes isto, Zaratustra? Ninguém sabe isto...”</em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>BIBLIOGRAFIA</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>NIETZSCHE, W. Friedrich. A Gaia Ciência. 2ª ed. São Paulo: Escala ed., 2008.</p>
<p>MACHADO, Roberto. Zaratustra tragédia nietzschiana. 2ª ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1999.</p>
<p>NIETZSCHE, W. Friedrich. Aurora. 2ª ed. São Paulo: Escala ed., 2008.</p>
<p>PENZO, Giorgio. O divino como problematicidade. In: Deus na filosofia do século XX, São Paulo, Loyola, 1999.</p>
<p>Disponível em &lt;http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/MarciaoP&gt;. Acesso em: 07 de dezembro de 2015</p>
<p>CHAUI, MARILENA. Iniciação a Filosofia. São Paulo: Ática ed., 2011.</p>
<p>BUZZI, Arcângelo R. Introdução ao Pensar. 28ª ed. Petrópolis: Vozes ed., 2001.</p>
<p>LALANDE, A. Vocabulário técnico e crítico da Filosofia. São Paulo: Martins Fontes, 1993.</p>
<p>Disponivél em &lt;http://g1.globo.com/Noticias/Musica/0,,MUL1315117-7085,00-BEATLES+SAO+MAIS+POPULARES+QUE+JESUS+NO+GOOGLE.html&gt; acesso em: 07 de dezembro de 2015</p>
<p>Disponivel em &lt;<a href="http://diretodasacristia.com/home/noticias/nem-deus-afunda-esse-navio">http://diretodasacristia.com/home/noticias/nem-deus-afunda-esse-navio</a>&gt; acesso em: 07 de dezembro de 2015.</p>
<p>D’AMARAL, M. T. O erro de Zaratustra. &nbsp;<em>Jornal o Globo, </em>segundo caderno, Rio de Janeiro, p. 2, 28 nov. 2015.</p>
<p>BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução do Centro Bíblico Católico.&nbsp;34. ed. rev.&nbsp;São Paulo: Ed. Ave Maria, 1982.</p>
<div>
	<br clear="all">
	<hr align="left" size="1" width="33%">
	<div id="ftn1">
		<p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1" title="">[1]</a> s.m. Ciência que estuda as condições favoráveis à manutenção e preservação da qualidade da espécie humana. Teoria social baseada nesta ciência. Eugenia.</p>
	</div>
	<div id="ftn2">
		<p><a href="#_ftnref2" name="_ftn2" title="">[2]</a> Charles Robert Darwin,&nbsp;(<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/12_de_fevereiro" title="12 de fevereiro">fevereiro</a>&nbsp;de&nbsp;<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/1809" title="1809">1809</a>&nbsp;—&nbsp;&nbsp;<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/19_de_abril" title="19 de abril">abril</a>&nbsp;de&nbsp;<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/1882" title="1882">1882</a>) foi um&nbsp;<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Naturalismo_(filosofia)" title="Naturalismo (filosofia)">naturalista</a> <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Reino_Unido" title="Reino Unido">britânico</a>&nbsp;que alcançou fama ao convencer a comunidade científica da ocorrência da&nbsp;<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Evolu%C3%A7%C3%A3o" title="Evolução">evolução</a>&nbsp;e propor uma teoria para explicar como ela se dá por meio da&nbsp;<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Sele%C3%A7%C3%A3o_natural" title="Seleção natural">seleção natural</a>&nbsp;e&nbsp;<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Sele%C3%A7%C3%A3o_sexual" title="Seleção sexual">sexual</a>.&nbsp;Esta teoria culminou no que é, agora, considerado o paradigma central para explicação de diversos fenômenos na <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Biologia" title="Biologia">biologia</a>.</p>
	</div>
	<div id="ftn3">
		<p><a href="#_ftnref3" name="_ftn3" title="">[3]</a> Fato não comprovado. Adágio popular.</p>
	</div>
	<div id="ftn4">
		<p><a href="#_ftnref4" name="_ftn4" title="">[4]</a> "<strong>Deus está morto</strong>" (no original alemão "Gott ist tot")&nbsp;<strong>é</strong>&nbsp;uma frase muito citada do filósofo alemão Friedrich Nietzsche. Aparece pela primeira vez em A Gaia Ciência, na seção 108 (Novas lutas), na seção 125 (O louco).</p>
	</div>
	<div id="ftn5">
		<p><a href="#_ftnref5" name="_ftn5" title="">[5]</a> Expressão latina que significa “descanso eterno para Deus.”</p>
	</div>
	<div id="ftn6">
		<p><a href="#_ftnref6" name="_ftn6" title="">[6]</a> Essa palavra vem dos termos gregos Kosmos, “mundo”, e gignesthai, “nascer”. Isso posto, o termo é usado para indicar as origens do mundo ou do universo. Qualquer teoria que se proponha a dizer-nos como as coisas começaram, entra no campo da cosmogonia. A narrativa bíblica da criação, segundo o qual Deus pôs ordem ao caos..., essa constitui uma antiquíssima cosmogonia.</p>
	</div>
	<div id="ftn7">
		<p><a href="#_ftnref7" name="_ftn7" title="">[7]</a> A palavra vem do grego kósmos, “mundo”, e logia, “estudo”. Portanto, o vocábulo designa a ciência geral do universo, com várias aplicações disciplinares.</p>
	</div>
	<div id="ftn8">
		<p><a href="#_ftnref8" name="_ftn8" title="">[8]</a> <em>Hashtag</em>&nbsp;é uma expressão bastante comum entre os usuários das redes sociais, na internet.&nbsp;</p>
	</div>
	<div id="ftn9">
		<p><a href="#_ftnref9" name="_ftn9" title="">[9]</a> Expressão que acabo de criar, referindo-se ao atual momento do mundo.</p>
	</div>
	<div id="ftn10">
		<p><a href="#_ftnref10" name="_ftn10" title="">[10]</a> Teólogo radical ortodoxo nascido em Sínope, no Ponto, na Ásia Menor, cujo traço capital do seu cristianismo era o seu&nbsp;<em>paulinismo</em>&nbsp;e idealizou uma seita, os&nbsp;<em>marcionitas</em>, que colocava o <em>Deus</em>&nbsp;do Velho Testamento como um Deus falso, inspirada no seu agnosticismo, ou seja, segundo ele&nbsp;<em>Jeová</em>&nbsp;era um&nbsp;<em>Falso Deus</em>. Filho do bispo de Sínope, no Ponto, passou a considerar a Bíblia de Israel como um documento inaceitável.</p>
	</div>
	<div id="ftn11">
		<p><a href="#_ftnref11" name="_ftn11" title="">[11]</a> Epicteto (50-130), filósofo grego, representante do estoicismo.</p>
	</div>
	<div id="ftn12">
		<p><a href="#_ftnref12" name="_ftn12" title="">[12]</a>&nbsp;Emissão de uma apreciação ou avaliação que transcende os limites do juízo de valor. Restabelecer o equilíbrio entre os valores vitais (“espírito dionisíaco”) e a razão (“espírito apolíneo”), combater e inverter os valores da tradição cristã para que surjam outros, afirmativos da vida.</p>
	</div>
	<div id="ftn13">
		<p><a href="#_ftnref13" name="_ftn13" title="">[13]</a> <em>Substantivo feminino, </em>maneira subjetiva de ver e entender o mundo, esp. as relações humanas e os papéis dos indivíduos e o seu próprio na sociedade, assim como as respostas a questões filosóficas básicas, como a finalidade da existência humana, a existência de vida após a morte etc.; visão de mundo.</p>
	</div>
	<div id="ftn14">
		<p><a href="#_ftnref14" name="_ftn14" title="">[14]</a> Anexo 1</p>
	</div>
	<div id="ftn15">
		<p><a href="#_ftnref15" name="_ftn15" title="">[15]</a> Professor emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro, bacharel em Direito e Ciências Sociais, mestre em Comunicação e doutor em Letras, com pós-doutorado em Filosofia na Sorbonne.</p>
		<p><br>
		<br>
		&nbsp;</p>
	</div>
</div>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
      </item>
   </channel>
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